Lewandowski retoma voto de acusados de corrupção passiva

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, abriu nesta segunda-feira a 27ª sessão de julgamento do processo do mensalão. O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da ação, retoma nesta tarde o voto sobre réus do núcleo político. Lewandowski deve condenar quem recebeu recursos do valerioduto por corrupção passiva, mas absolver aqueles que também respondem por lavagem de dinheiro.

RICARDO BRITO, Agência Estado

24 de setembro de 2012 | 14h57

Na semana passada, o revisor adotou esse entendimento ao votar pela condenação do ex-presidente do PP Pedro Corrêa. O ministro entendeu que o ex-parlamentar não poderia ser punido duas vezes quando se valeu do ex-assessor parlamentar João Cláudio Genú para sacar R$ 2,9 milhões do esquema de repasse de recursos à base aliada montado pelo publicitário Marcos Valério, a pedido do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.

Lewandowski continuará a avaliar se considera culpados políticos do PP e os sócios da corretora Bônus Banval, Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado. A dupla é acusada pelo Ministério Público de participar do esquema de pagamento ilegal aos parlamentares do partido. O ministro ainda deve apreciar nesta segunda-feira o envolvimento do atual deputado federal e ex-presidente do PL (atual PR) Valdemar Costa Neto (SP), do ex-deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ) e do delator do esquema, Roberto Jefferson (PTB-RJ).

A expectativa é de que ainda nesta semana, na quinta-feira, o ministro relator do caso, Joaquim Barbosa, comece a ler seu voto sobre a denúncia de corrupção ativa contra réus da cúpula do PT, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do partido José Genoino e ex-tesoureiro Delúbio Soares.

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