Lewandowski nega mais três recursos da defesa de Dilma sobre o impeachment

Mais uma vez, o presidente do STF negou pedido para que comissão do impeachment considere áudios de Sérgio Machado

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2016 | 07h31

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, negou na noite de quinta-feira, 9, mais três recursos que questionavam o funcionamento da Comissão Especial do Impeachment no Senado.

Um deles pedia para que a comissão considerasse como prova os áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. O argumento é que o diálogo entre Machado e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) é uma "prova que estaria diretamente relacionada com a alegação de desvio de finalidade do processo de impeachment".

Outro era um agravo da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), contra a decisão de dar apenas três minutos para cada senador fazer perguntas às testemunhas do processo. 

O terceiro requerimento era sobre o fato de a comissão ter votado de forma global os requerimentos para arrolar testemunhas e produzir evidências.

Lewandowski, que atua como presidente do processo de impeachment, e tem como função julgar os recursos da comissão, ainda tem de decidir sobre um requerimento impetrado pela defesa da presidente afastada Dilma Rousseff para realizar uma perícia independente nos documentos que embasaram a denúncia contra ela.

Áudios. Na última terça, 7, Lewandowski já havia rejeitado recurso de Dilma para incluir áudios de Machado, alegando sigilo do processo na Lava Jato. No entento, o advogado da presidente afastada, José Eduardo Cardozo, acreditava que podia reverter a situação por o presidente do supremo não ter julgado o mérito do recurso.

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