ANDRE DUSEK / /ESTADÃO
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Lewandowski diz que votação final do impeachment pode ficar para quarta

Presidente do STF afirma que pretende concluir fase de discursos nesta terça; sessão terá debate entre acusação e defesa e pronunciamento de pelo menos 65 senadores, já inscritos

Isadora Peron, Igor Gadelha e Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2016 | 09h50

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmou na manhã desta terça-feira, 30, que prefere terminar ainda nesta terça, mesmo que de madrugada, os debates orais e os discursos dos senadores para, na quarta-feira, 31, de manhã, iniciar o julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff. “Prefiro terminar ainda hoje, mesmo que entremos madrugada adentro e comecemos a sessão de amanhã um pouquinho mais tarde, como 10h e 10h30”, disse.

Pelas previsões do ministro, os debates entre acusação e defesa deverão terminar perto das 14h, quando Lewandowski pretende fazer uma pausa para o almoço. “Já temos 65 oradores inscritos. Cada qual terá 10 minutos e esta presidência pretende encerrar essa fase ainda hoje”, reforçou.

Para a quarta-feira, a previsão do presidente do Supremo é de iniciar a sessão “na primeira hora possível”. “Farei o relatório, teremos os encaminhamentos e a votação. As nossas previsões, salvo alguma alteração, indicam que o julgamento se processará a partir de quarta-feira”, afirmou.

Mais cedo, o presidente do STF já havia dito que acreditava que a votação ficaria para quarta. “Se for possível, mas creio que o tempo não permitirá, faríamos o julgamento hoje. creio eu vai ficar para amanhã”, disse. 

Na manhã desta terça, haverá o debate entre acusação e defesa. Cada advogado tem 1h30 para falar, com direito a réplica e tréplica. Em seguida, cada senador terá dez minutos para fazer um pronunciamento sobre o impeachment. Até o momento, há 65 inscritos. 

O cenário preocupa os aliados do governo do presidente em exercício Michel Temer, que estava planejando viajar para o encontro do G-20 na China nesta quarta. 

A avaliação de assessores do presidente do STF é que a votação só poderá acontecer nesta terça se os senadores abrirem mão de usarem a tribuna. 

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