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Levy vê urgência na reforma da Previdência para dar suporte a ajuste fiscal

Para ministro da Fazenda, pacote 'não faz sentido' sem mudança clara e ampla das regras previdenciárias

Adriana Fernandes, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2015 | 12h56

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda avalia que a reforma da Previdência é essencial e deveria ser posta agora na mesa do ajuste fiscal. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou a interlocutores que o governo deve se manifestar com urgência em relação à proposta de reforma.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que o ministro considera que, sem uma mudança clara e ampla das regras da Previdência, "não faz sentido" o resto do pacote de ajuste fiscal, anunciado na última segunda-feira, 14, para garantir a meta de superávit primário de 0,7% das contas públicas em 2016.

O entendimento da equipe do Ministério da Fazenda é de que a proposta de retorno da CPMF foi construída para dar suporte à reforma da Previdência, com um "tributo ponte", de transição, para a entrada em vigor das novas regras, como idade mínima para aposentadoria e revisão dos benefícios.

A estratégia de apresentar agora as medidas de reforma é vista como necessária para a aprovação das medidas de ajuste fiscal, que enfrentam grande resistência no Congresso Nacional e na sociedade. Os críticos do pacote fiscal - principalmente no setor empresarial - argumentam que o governo não apresentou medidas estruturais na área de Previdência.

O rombo nas contas previdenciárias (dos trabalhadores dos setores privado e público) vai chegar próximo a R$ 200 bilhões em 2016, de acordo previsões do governo.

A reforma da Previdência é um dos itens principais da chamada Agenda Brasil, que foi definida com o Senado Federal para garantir a retomada do crescimento econômico.

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