Evaristo Sá/AFP
Evaristo Sá/AFP

Levy pede 'ponte para garantir estabilidade fiscal'

Ministro da Fazenda ressaltou que alguns elementos não econômicos tem influenciado na economia mas, que com a superação, o País 'vai conseguir'

Rachel Gamarski, Adriana Fernandes, Lorenna Rodrigues, Victor Martins e João Villaverde, O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2015 | 18h16

Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta tarde que é preciso de uma “ponte para garantir a estabilidade fiscal” e defendeu a necessidade de uma "harmonia dos poderes" para se atingir o equilíbrio econômico. Após apresentar uma expectativa de déficit para o próximo ano, o ministro ressaltou que o governo ainda não tem todas as medidas detalhadas porque envolvem ações legislativas e que “deverão ser construídas nas próximas semanas e meses com diálogo com o Congresso”.

“Precisamos de ponte que dê segurança para o cidadão e investidor para dar condições de reequilíbrio para ver o crescimento”, ponderou Levy. O ministro ressaltou que essa “ponte” deverá ser construída com a participação da sociedade e com uma receita que seja adequada. “É importante que a gestão pública seja cada vez melhor como numa empresa”, afirmou. 

Com a necessidade de aprovar medidas que estão sendo discutidas com o Congresso, o ministro da Fazenda ressaltou a necessidade de o governo conseguir uma fonte segura e que proporcione estabilidade fiscal. Ele também ponderou que o governo precisará adotar “uma série de medidas”. “Esse é o desenho e o desafio, é uma coisa que a gente constrói com a harmonia dos poderes, e isso tem sido orientação da presidente”, disse. 

O ministro ressaltou que alguns elementos não econômicos tem influenciado na economia mas, que com a superação, o País “vai conseguir”. “Sabemos onde queremos chegar e sabemos como, que é através das reformas”, frisou.

O dirigente da Fazenda fez questão de ressaltar a necessidade de responder ao novo ambiente econômico, evolução do gasto obrigatório, demografia e necessidade de investimentos em infraestrutura. “É preciso criar condições para o crescimento e desenvolvimento”, ressaltou. 

A agenda apresentada pelo ministro ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) há algumas semanas foi lembrada por Levy. O ministro fez questão de dizer que a agenda “vai dar resultado e recolocar o Brasil na rota do crescimento”. O ministro ressaltou a necessidade de reformas estruturais e as mudanças que estão sendo colocadas para o Congresso como, por exemplo, a reforma do PIS/Cofins. “Estamos também fazendo trabalho com ICMS e reduzindo incerteza jurídica e, no caso do PIS, simplificamos a vida das empresas, diminuindo o tempo e permitindo a horizontalidade. Essa é a agenda além do ajuste”, disse. 

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