Ueslei Marcelino/Reuters
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'Levy fica porque nunca saiu', diz Edinho Silva

'Os que apostam no enfraquecimento de Levy e investem na fragilidade do Barbosa erram feio. São ministros importantes, valorizados e reconhecidos', afirmou o ministro da Comunicação Social

Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2015 | 17h16

Brasília - O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, disse nesta quinta-feira, 3, que "erra feio" quem apostar no enfraquecimento do titular da Fazenda, Joaquim Levy.

"Levy fica porque nunca saiu. Sempre ficou", disse Silva. "Ele é reconhecido pela presidente Dilma e pelo conjunto do governo. Trata-se de um ministro sério, trabalhador, comprometido não só com este governo, mas com o nosso País."

Dilma se reuniu nesta quinta com Levy e com os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio do Planalto. A intenção foi a de afinar o discurso da equipe, após o titular da Fazenda expressar mal estar com sua "fritura" no próprio governo. Inicialmente, o Ministério da Fazenda havia cancelado a viagem do ministro para o encontro do G-20 na Turquia para ir ao encontro, mas nesta noite Levy alterou novamente sua agenda e decidiu viajar para o encontro no exterior. 

As desavenças foram escancaradas com mais ênfase depois que o governo apresentou a proposta de Orçamento de 2016 com um rombo de R$ 30,5 bilhões. Levy defendia uma redução maior de gastos, da ordem de R$ 15 bilhões, para evitar a exposição do déficit. 

Barbosa e Mercadante, por sua vez, pregavam a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), por um prazo de no máximo dois anos, como alternativa de arrecadação, mas políticos e empresários rechaçaram a proposta.

"Os que apostam no enfraquecimento de Levy e investem na fragilidade do Barbosa erram feio. São ministros importantes, valorizados e reconhecidos", afirmou o ministro da Comunicação Social.

A exemplo de Dilma, que comparou as divergências a problemas enfrentados por uma "família", Silva disse que concepções diferentes são "naturais" em qualquer governo. "Após os debates, porém, quem arbitra e quem escolhe o caminho a seguir é a presidenta. E Levy, todos sabem, tem a virtude de saber ouvir." 

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