ANDRESSA ANHOLETE/ESTADÃO
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Levy e Meirelles almoçam juntos em encontro inesperado

Ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, apontado como seu provável sucessor, estiveram em evento da CNI em Brasília

Rachel Gamarski e Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 16h51

O atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, nome defendido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o cargo, tiveram um encontro inesperado nesta quarta-feira, 11.

Durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília, Levy e Meirelles tentaram transmitir uma relação amigável e chegaram a almoçar juntos. Após o almoço, ambos se reuniram com o presidente da CNI, Robson Andrade, numa sala reservada. Após o encontro, Levy fez uma pequena explanação e chegou a citar o almoço com Meirelles durante seu discurso. Ao voltar para o seu lugar na plateia para ouvir o que o ex-presidente do Banco Central tinha a falar, Levy e Meirelles se abraçaram e posaram para fotos.

Em seu discurso, Meirelles fez algumas referências à política econômica adotada por Levy e à fala do atual ministro da Fazenda, que estava na plateia e, pouco depois, deixou o auditório.

Antes de Levy deixar o local, um empresário chegou a questionar o ex-presidente do Banco Central se o economista assumiria um posto na área econômica do governo, já que "passa a ser a esperança" da população. "(Sobre) a questão de se eu aceitaria ou não aceitaria, tenho uma postura há muito tempo de que eu não trabalho, não penso nem falo sobre hipótese. Só trabalho com situação concreta. Acho que o importante hoje é definirmos o que precisa ser feito no Brasil", respondeu.

As falas de Levy  e Meirelles estavam previstas para acontecer às 10h20 e às 14h, respectivamente, mas, após intercorrências em sua agenda, o atual ministro iniciou sua fala pouco depois das 14h. 

Pouco antes do almoço, Levy foi ao local do evento, o que evitaria o encontro com o ex-presidente do Banco Central, mas foi chamado pela presidente Dilma Rousseff e teve que se dirigir ao Palácio do Planalto. O ministro voltou horas depois e se direcionou diretamente para a mesa de Meirelles e Andrade. 

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