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André Dusek/ Estadão
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Levy e Barbosa reapresentam argumentação sobre corte orçamentário para deputados

Executivo precisará do apoio do Legislativo para aprovar grande parte das medidas propostas; audiência é fechada

Rachel Gamarski e Victor Martins, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 10h14

BRASÍLIA - Em audiência fechada na Comissão Mista de Orçamento, os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Fazenda, Joaquim Levy, apresenta, na manhã desta quinta-feira, 17, a deputados e senadores, os mesmos slides que usaram na última segunda-feira, 14, no anúncio do corte orçamentário do próximo ano. Na apresentação, os ministros também detalham os aumentos tributários propostos pelo governo para fechar as contas de 2016.

O Executivo precisará do apoio do Legislativo para aprovar grande parte das medidas propostas. Entre elas, está a recriação da CPMF, que precisa de maioria qualificada para ser aprovada nas duas casas. Para que tenha êxito nos cortes e programas para aumento de receitas, o governo está procurando melhorar o diálogo com os congressistas. O objetivo é evitar um desgaste tão grande quanto o que aconteceu no início do ano para a aprovação das medidas de ajuste fiscal como alterações previdenciárias, abono salarial e desoneração da folha de pagamento. 

Reunião Fechada. A reunião causou tensão entre os deputados por ser fechada. O deputado Sílvio Costa (PSC/PE), vice-líder do governo, pediu aos colegas que reconsiderassem, mas segundo ele, os parlamentares alegaram que havia um acordo prévio. "O governo não mandou fechar reunião nenhuma. O governo é transparente e democrático", disse aos jornalistas que esperavam na porta da comissão. 

"Não existe essa história de no parlamento brasileiro o ministro da Fazenda vir falar de ajuste fiscal e a reunião ser fechada", afirmou. Costa disse que a decisão não foi do governo e que quem devia explicações sobre fechar o encontro era o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na CMO, e a senadora Rose de Freitas (PMDB/ES), presidente da comissão. "Isso é um erro", classificou o deputado. O senador Lindberg Farias (PT/RJ), quando chegou para a reunião, também mostrou surpresa. "Vai ser fechado?", perguntou aos jornalistas. 

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