FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Levy diz que liberação de emendas 'faz parte do trabalho'

Após anúncio de Eliseu Padilha sobre liberação de R$ 500 mi em emendas parlamentares, ministro da Fazenda afirma que decisão já vinha sendo construída e que parte delas tem evoluído 'satisfatoriamente'

Rafael Moraes Moura e Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 13h09

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quarta-feira, 26, que a liberação de emendas parlamentares "faz parte do trabalho" e que parte delas tem evoluído "satisfatoriamente". O ministro se reuniu por cerca de uma hora com o vice-presidente Michel Temer, com quem travou nas últimas semanas um embate nos bastidores, por conta dos atrasos na liberação das emendas.

A reunião de Levy com Temer ocorre um dia depois de o ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil, Eliseu Padilha, anunciar a liberação de R$ 500 milhões em emendas parlamentares. Quem deu o aval para a medida foi o próprio Levy, o que marcou mais um recuo na posição do ministro, que havia desautorizado inicialmente a liberação dos recursos.

"Isso (a liberação de emendas) faz parte do trabalho, assim como teve restos a pagar, e a gente já vinha construindo desde a semana passada, deixei tudo certinho... Faz o que é esperado. A gente não tem exatamente falta de recursos em relação a emendas", disse Levy a jornalistas, ao deixar o gabinete da Vice-Presidência.

"A parte das demandas das emendas impositivas tem avançado bem, tem tido uma boa parte executada. Isso tem evoluído satisfatoriamente e o que é importante é ter comunicação, porque todo mundo sabe o que está acontecendo", completou o ministro da Fazenda.

Conforme ressaltou Levy, para o parlamentar "é importante saber o que está acontecendo com a emenda dele". 

"Quanto mais informação tem, mais o processo fica suave... A gente também tem trabalhado particularmente para os novos deputados, o registro das emendas deles. Não é uma questão de dinheiro exatamente... A gente está atendendo tanto os restos a pagar quanto as emendas dos deputados novos", comentou Levy.

Questionado por repórteres sobre como foi a conversa com o vice-presidente, Levy disse: "Foi como de hábito. Só um pouco mais calmo porque desta vez não tinha todos aqueles deputados e líderes que até recentemente vinham aqui de maneira mais sistemática."

Nesta segunda-feira (24), o vice-presidente Michel Temer anunciou que deixará o "varejo" da articulação política, um movimento interpretado no Palácio do Planalto como o primeiro passo para o PMDB sair da aliança governista, como quer o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao STF por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro.

Temer, no entanto, nega que essa decisão abra caminho para um eventual pedido de impeachment de Dilma, e alega que cuidará da "macropolítica" e "aos grandes temas" estratégicos.

Indagado se não se sentia enfraquecido, depois de sofrer uma série de revezes (como o recuo do governo na antecipação do pagamento da primeira metade do 13º dos aposentados), Levy respondeu com ironia: "Eu tenho procurado fazer todos os exercícios que a gente tem de fazer".

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