ANDRE DUSEK/ESTADÃO
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Levy diz que governo tem que continuar tomando medidas para meta fiscal

Ministro da Fazenda disse ainda que sempre é difícil reduzir despesas e que é necessário a atenção do Senado para não criar gastos permanentes

Lorenna Rodrigues, Bernardo Caram, Adriana Fernandes e Murillo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

31 de março de 2015 | 17h23

Brasília - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta tarde que o governo tem que continuar tomando todas as medidas permitidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal para atingir a meta de superávit fiscal para este ano. A declaração foi dada em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, após questionamentos de Senadores sobre o déficit primário de R$ 7,3 bilhões em fevereiro. 

Ele apontou que o projeto de mudança na desoneração da folha de pagamentos, que economizaria R$ 5 bilhões, deve agora levar a uma economia de R$ 3 bilhões, por conta da demora na aprovação. "Quanto maior a demora, maior o desafio para o cumprimento da meta", completou. 


O ministro disse ainda que sempre é difícil reduzir despesas e que é necessário a atenção do Senado para não criar gastos permanentes. “Temos que estar sempre atentos para que não caiamos em uma armadilha fiscal que paralise, de criar gastos permanentes que diminuam as margens de manobra do governo”, afirmou. 

Levy alegou que não é capaz de dizer qual será a trajetória da inflação ou da Petrobras. “Me declaro mais incompetente do que outros antecessores e não consigo definir quando é que (a inflação) vai convergir. A questão da inflação está nas mãos de gente extremamente competente”, completou. O ministro disse que o Banco Central está “remoçando” a equipe e elogiou o órgão. 

“Mesmo situação complexa tem soluções. Exigem coragem política e convencimento da sociedade”, completou.

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