Lessa falta a depoimento da Operação Navalha em AL

O ex-governador e candidato ao governo de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), não compareceu à Superintendência da Polícia Federal (PF) de Alagoas para prestar depoimento no inquérito que apura o desvio de recursos das obras de macrodrenagem do Distrito Industrial de Maceió. Lessa seria ouvido hoje pela manhã como um dos acusados pelas irregularidades constatadas pela PF durante a Operação Navalha, desencadeada em 2007.

RICARDO RODRIGUES, Agência Estado

19 de outubro de 2010 | 20h12

A assessoria da corporação informou que foram desviados à época cerca de R$ 14 milhões. Esses valores atualizados pela taxa básica de juros, a Selic, chegariam R$ 46 milhões. Também seriam ouvidos o ex-governador Manoel Gomes de Barros e o empresário Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama, responsável pelas obras suspeitas de superfaturamento. No entanto, nenhum deles compareceu à Superintendência.

Ainda de acordo com a assessoria da PF, todos os faltosos serão enquadrados no artigo 260 da Código de Processo Penal (CPP) e poderão ser conduzidos coercitivamente até à sede da instituição para prestar depoimento. "Se o acusado não atender à intimação para o interrogatório, reconhecimento ou qualquer outro ato que, sem ele, não possa ser realizado, a autoridade poderá mandar conduzi-lo à sua presença", diz o código.

O superintendente da PF em Alagoas, Amaro Vieira, prometeu divulgar uma nota sobre a possibilidade de indiciamento dos acusados, mas até o final da tarde o comunicado oficial não tinha sido distribuído. Em contato com os jornalistas, o assessor de imprensa da PF disse que todos os convocados foram notificados, e se não compareceram foi porque não quiseram, já que nenhum deles deu qualquer justificativa quanto à ausência.

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