Léo gastou US$ 7 milhões com droga e suborno

Nos últimos dois anos, o traficante Leonardo Dias Mendonça, o Léo, gastou US$ 7,3 milhões para pagar carregamentos de droga e subornos. Essa informação foi obtida pela Polícia Federal após a abertura do sigilo bancário do traficante. A análise desses dados ainda pode mostrar para quem foi o dinheiro. Um dos suspeitos de ter recebido suborno é o deputado federal Pinheiro Landim (PMDB-CE), apontado como líder de um esquema de concessão de habeas-corpus para traficantes. Com a quebra de sigilo, a PF também descobriu que entre 2000 e 2002 Léo movimentou US$ 10 milhões em várias contas bancárias. Na relação de transações, há diversas ordens de pagamento em favor de Léo, que enviou dinheiro para a Colômbia - provavelmente aos centros produtores de cocaína - e para alguns Estados brasileiros, não revelados para não atrapalhar as investigações. A PF acredita que a movimentação era bem maior, porque ainda está faltando conferir alguns dados. Léo usava telefone via satélite, o que dificultou o trabalho da Polícia Federal na hora de obter mais informações sobre as contas e realizar escutas telefônicas. A PF não dispõe de equipamentos especiais para rastrear telefones satélites. "Há uma fase nesta investigação que Leonardo Dias Mendonça ficou sem controle da polícia", confirma uma fonte do Ministério Público Federal. "A atuação dele na Colômbia, por exemplo, ficou sem ser apurada." Nos levantamentos feitos pela PF, os investigadores constataram que Léo colocou no mercado brasileiro e internacional 20 toneladas de cocaína, a maior parte de origem colombiana. Os policiais estão tentando descobrir o volume de armas contrabandeadas pelo traficante do Paraguai e do Suriname, a base mais usada por Léo para seus negócios. Leonardo Dias Mendonça é considerado hoje o traficante mais atuante do Brasil, tendo inclusive fornecido cocaína para o carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. A PF conseguiu apreender 3.226 quilos de cocaína que Léo iria distribuir. Desse total, 640 quilos tinham São Paulo como destino final. A droga que seria vendida em cidades do interior paulista e na própria capital havia sido trazida da Colômbia e da Bolívia. Apesar de abastecer parte do País, Léo tinha como meta o mercado internacional, principalmente a Europa e os Estados Unidos. Para exportar a droga, ele utilizava desde navios cargueiros até pequenos aviões com pára-quedistas. Isso aconteceu em Cabo Verde, onde a polícia conseguiu apreender a droga e o avião. O tráfico e suas conexões

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.