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Leite materno diminui risco de diarréia, diz estudo

O aleitamento materno protege as crianças do risco de sofrer de diarréia nos primeiros meses de vida. Um estudo da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA) mostrou que a amamentação feita exclusivamente com leite materno reduz em 82% a chance em menores de seis meses. O estudo também constatou que cresce 64% o perigo da doença naqueles bebês que não recebem leite materno.A pesquisa, resultado de um levantamento realizado em 2001 com 2.323 crianças menores de um ano residentes em Feira de Santana, é considerada inédita no Brasil e foi apresentada no III Congresso Brasileiro de Bancos de Leite Humano, no último dia 20 no Rio. ?Tentamos avaliar os verdadeiros benefícios do aleitamento materno e conseguimos mostrar a diferença que ele faz", afirma Graciete Oliveira Vieira, consultora do Ministério da Saúde e responsável pelo trabalho em Feira de Santana.O estudo revelou ainda os fatores de risco para apresentação de diarréia. As chances de ocorrência da doença são maiores quando a mãe tem até 20 anos de idade (risco 30% maior), completou apenas o ensino básico (32%), tem renda familiar menor de dois salários mínimos (54%), vive em uma região sem esgoto (38%) ou em uma rua com esgoto a céu aberto (46%).Outro aspecto observado no estudo foi o efeito de chupetas e mamadeiras. A pesquisa mostra que ambas atrapalham a amamentação. A chance de uma criança ser amamentada normalmente é 59% menor quando ela usa chupeta e 74% menor quando usa mamadeira. O levantamento indica ainda que a chupeta e a mamadeira elevam ainda o perigo de infecção e diarréia.Há ainda os problemas ortodônticos. Chupetas e mamadeiras podem afetar a formação dos dentes e criar hábitos nocivos de respiração e sucção (chupar bicos, dedos etc.). Por outro lado, diz o estudo, os movimentos de ordenha realizados durante a mamada favorecem o perfeito desenvolvimento da musculatura da face e dos dentes.O levantamento de Graciete também revelou uma informação curiosa. Feira de Santana tem índices de aleitamento materno acima das médias nordestina e brasileira. Na cidade do interior baiano, o estudo mostrou que a amamentação atinge 93,8% das crianças no primeiro mês de vida. A taxa brasileira é de 88%, e a do Nordeste, de 86,7%. A vantagem se mantém também no segundo mês de vida. O índice de aleitamento em Feira de Santana nesse período de vida das crianças continua sendo 93,8%, contra 85,7% no Brasil e 84,1% no Nordeste. Segundo Graciete, a boa performance da cidade é conseqüência de um "trabalho sistemático de aleitamento realizado há 15 anos". "Existem dois bancos de leite humano, que incentivam a amamentação e ajudam mães que têm problemas de falta de leite".

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