Leia o que a imprensa mundial falou da visita de Ahmadinejad

estadao.com.br,

23 Novembro 2009 | 18h47

A imprensa nacional e internacional acompanhou de perto a vista. Foto: Ricardo Moraes/Reuters 

 

A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil esteve entre as principais notícias da imprensa internacional nesta segunda-feira, 23. Além da defesa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez do direito do Irã de possuir um programa nuclear pacífico, sites de jornais e de televisões de todo mundo destacaram ainda o esforço do Brasil em se apresentar como player importante também no Oriente Médio.

 

ARGENTINA

Clarín

"Lula recebe o polêmico Ahmadinejad e diz que é importante escutá-lo", destacou o diário argentino, em seu site. "O presidente defendeu o encontro e destacou que é preciso conversar com todos para conquistar a paz no Oriente Médio". A correspondente no Brasil, Eleonora Grosman, destacou, ainda, a intensa agenda diplomática de Lula e os protestos pela visita de Ahmadinejad."

 

La Nación

O site do jornal portenho veiculou artigo do cientista político argentino Rodrigo Mallea, no qual ele opina que, diferentemente da Bolívia e Venezuela, o Brasil não tem interesse em uma aliança político-estratégica com o Irã nem comunga com "os seus postulados radicais". Para Mallea, uma explicação para a visita é a tentativa do Brasil de assumir maior protagonismo mundial.

 

CHILE

El Mercurio

No portal do diário chileno, o destaque ao longo do dia foi para os protestos no Rio, no fim de semana, contra o "polêmico líder" Ahmadinejad. "Se bem que o foco da viagem é econômico, se espera que busque apoio ao plano nuclear de Teerã. Alheio às críticas, Lula disse que é 'uma honra' receber seu par." A passagem do iraniano também pela Venezuela e Bolívia é lembrada.

 

EUA

Miami Herald

Com texto da Associated Press, o diário de Miami destaca a declaração de Lula de que o mundo deve apoiar, não isolar o Irã, para buscar a paz e estabilidade no Oriente Médio. A reportagem destaca que a presença de Ahmadinejad faz parte da estratégia brasileira de reforçar sua presença na política internacional e da tática do iraniano de buscar legitimidade para o seu projeto nuclear.

 

New York Times

"Brasil defende visita do líder iraniano", informou o diário nova-iorquino, no seu portal. "Decisão do Brasil de receber o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, foi recebida como sinal das ambições do país em assumir posição de destaque na diplomacia internacional." O "jogo da paz" proposto pelo presidente, com jogadores israelenses e palestinos, também foi citado.

 

ESPANHA

El País

Reportagem no site espanhol levanta o debate sobre a "conveniência ou não" de Lula ter recebido Ahmadinejad em Brasília. Após lembrar o encontro de 300 empresários, de ambos os países, o site do diário de Madri cita os protestos que reuniram "dezenas de manifestantes, tanto favoráveis como contrários" ao iraniano. "Lula teve que defender a sua decisão em seu programa de rádio."

 

VENEZUELA

2001

O site do jornal informou que, após receber os presidentes de Israel, da Palestina e Irã, Lula pretende viajar ao Oriente Médio "para conversar com os líderes interessados na paz". Após citar trecho do programa de rádio de Lula, a reportagem cita que tanto Shimon Peres como Mahmoud Abas "agradeceram pelo interesse do Brasil" em se apresentar como um intermediário do paz na região.

 

QATAR

Al-Jazira

O site da rede de TV do Qatar informa que o Brasil tenta ocupar espaço de destaque na política do Oriente Médio. Lembra as visitas dos líderes israelense e palestino e indaga: "Mas o que exatamente esses visitantes querem do Brasil?" O texto não propõe respostas sobre Abas e Peres, mas destaca que a intenção de Ahmadinejad é fechar bons negócios, não propriamente falar de paz.

 

ISRAEL

Haaretz

Em Israel, o portal Haaretz.com destacou o pedido do presidente Lula para que o Irã não seja colocado em isolamento do resto do mundo, também com texto de agência internacional. Após citar as intenções diplomáticas do Brasil, o noticiário frisa que Lula "defendeu o programa nuclear iraniano" e o líder do Irã aproveita a viagem para tentar buscar legitimidade para seu projeto.

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