Leia íntegra do discurso de Dilma Rousseff no 1º de maio

Pré-candidata do PT à Presidência da República participou de evento na Força Sindical

Estadão.com.br

18 Maio 2010 | 00h16

 Quero saudar a todos os trabalhadores e trabalhadoras que estão aqui, saudando a Marisa, companheira do presidente Lula, a Elza, companheira do Paulinho e essa grande mulher, ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy.  Queria cumprimentar cada um e cada uma aqui.  Hoje é um dia em que os trabalhadores do mundo inteiro  comemoram suas conquistas e definem suas lutas. Em muitos países do mundo hoje é um dia de luta contra o desemprego. O desemprego se espalhou pelo mundo depois dessa crise. O Brasil é o um dos poucos países do mundo em que comemoramos recordes e mais recordes de emprego. Para nós é um dia de festa porque comemoramos também varias conquistas. E muitos dos que estão aqui contribuíram para elas. O nosso querido senador Aloizio Mercadante, pré candidato do PT ao Governo de São Paulo, que no Senado, ajudou a aprovação de leis que beneficiam os trabalhadores. O presidente da Força Sindical, nosso querido Paulinho, e o Neto, da TGTB, que é um grande companheiro que junto com muitos outros companheiros  das centrais mudaram o panorama da relação com os trabalhadores e trabalhadoras.  Queria cumprimentar também o nosso ministro do Trabalho, Carlos Luppi, e o presidente da Câmara Federal, Michel temer, que foi outro grande colaborador.

 

Nós temos uma lista do que comemorar. O salário mínimo, por exemplo,  que foi reajustado 74% acima da inflação. Diziam que se a gente aumentasse o salário mínimo iríamos ter inflação. Mostramos que não. Provamos que era possível aumentar o salário mínimo e que era possível controlar a inflação para não corroer o bolso do trabalhador. Criamos até hoje 12,4 milhões de empregos e criaremos mais dois milhes até o final de ano, no mínimo. O Brasil cresceu. Mas o Brasil não cresceu só para um lado. O Brasil cresceu para todos os lados.  São 24 milhões de brasileiros que saíram da miséria; 31 milhões de trabalhadores que foram para a classe média e hoje integram esse grande mercado de consumo no Brasil. Nos também mudamos a relação de crédito no Brasil, para o trabalhador e o aposentado, criando o chamado crédito consignado. Essa passou a ser a forma do trabalhador poder pagar suas prestações, comprar seu carro, seu computador, o seu celular. Temos muito que comemorar, mas sabemos que ainda temos muito que conquistar.

 

 O Brasil, antes do final da década, vai ser a quinta economia do mundo. Mas só será a quinta economia do mundo se o seu povo alcançar melhor qualidade de vida. E isso significa educação para os seus  filhos,  proteção para as crianças, e uma velhice tranqüila. Vou concluir afirmando que o que vem por aí é muito mais, mais riqueza, mais salário, mais trabalho para as nossas trabalhadoras e trabalhadores.  O que vem por ai também é a Copa do Mundo que vamos comemorar no Brasil inteiro criando novas obras e novas oportunidades de emprego para trabalhadoras e trabalhadores, assim como as Olimpíadas de 2016. Mas, sobretudo o que vem por aí é um Brasil de cabeça erguida porque não deve nada a ninguém, porque pagou a sua dívida externa e hoje tem um presidente respeitado em todo o mundo,  quer ganhou  prêmio da revista americana mais importante. O que vem por aí é um futuro melhor para nossos filhos, um Brasil cada vez melhor e uma década em que vamos, sim, erradicar a pobreza.

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