Leia a cronologia do caso da Fundação Sarney no 'Estado'

Confira abaixo a cronologia de notícias publicadas pelo O Estado de S.Paulo sobre a Fundação Sarney:

estadao.com.br,

27 Outubro 2009 | 15h35

 

07/07/2009 - O Estado visita o Museu da Fundação José Sarney e ao final da visita pede para falar com o responsável pela fundação. José Carlos Sousa e Silva não estava, quem respondia pela entidade era Fernando Silva Belfort diretor executivo. Belfort não atendeu à reportagem.

 

09/07/09 - O Estado publica que a Fundação José Sarney desviou para firmas fantasmas, e empresas da família do próprio senador, dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio pela Lei Rouanet à Fundação no ano de 2005. Do total de R$ 1,3 milhão repassado para estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís. A fundação não participou de concorrência pública para receber a verba por ser convidada para participar do programa de patrocínio. O objetivo do patrocínio era digitalizar os documentos do museu.

 

09/07/09 - Fundação José Sarney, em resposta às perguntas encaminhadas pelo Estado, informou que foram cumpridas "todas as metas privilegiadas no contrato de patrocínio da Petrobrás". Argumentou que as empresas de comunicação da família Sarney receberam recursos de acordo com a média de audiência comprovada no Maranhão. A resposta enviada ao Estado foi assinada pelo presidente da entidade, José Carlos Sousa e Silva.

 

09/07/09 - Fundação divulga nota afirmando que enviou à Petrobrás a "quitação de contas" do projeto cultural de digitalização do museu. A Petrobrás diz que não teve acesso à prestação de contas. O Ministério da Cultura confirma que análise está em andamento em sua própria pasta.

 

10/07/09 - Partidos de oposição recorrem ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a investigação do uso de dinheiro da Petrobrás pela Fundação José Sarney.

 

11/07/2009 - Estado tem acesso ao estatuto da Fundação José Sarney, que contradiz a versão que José Sarney sustentou no senado de que não teria nenhuma responsabilidade administrativa na Fundação que leva seu nome. O estatuto enumera as responsabilidades de Sarney como "presidente vitalício" e fundador da entidade. Entre as funções, está a tarefa de "assumir responsabilidades financeiras" e o "poder de veto" sobre qualquer decisão tomada pelo conselho curador - também presidido pelo senador.

 

13/07/09 - Ministério Público Federal decide investigar a Fundação José Sarney. O procurador da República Tiago Sousa Carneiro decide apurar as relações da entidade com a Petrobrás. Carneiro solicitou ao Ministério da Cultura as prestações de contas do convênio da fundação com a estatal. Ele busca indícios de desvios de recursos públicos por parte da entidade, além da não execução do projeto pago pela Petrobrás, que previa a digitalização do acervo e a informatização do acesso aos documentos.

 

18/07/09 - Sarney acusa o Estado de começar uma campanha pessoal contra ele, obrigando outros veículos a repercuti-la.

 

28/07/09 - Auditoria nas contas de 2004 a 2007 apontou repasse de verba da Petrobrás para aplicações bancárias. Ministério Público Estadual do Maranhão reprovou as contas apresentadas pela Fundação José Sarney e decidiu intervir na entidade. Por causa das irregularidades Ministério Público vai indicar representantes para conselho curador e para diretoria executiva da fundação.

 

30/07/09 - A direção da Fundação José Sarney disse estranhar a decisão da promotoria em intervir na entidade. A intervenção deverá ocorrer até 15 de agosto.

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