Lei sobre escritórios é vitória da democracia, diz OAB

Vice-presidente sancionou projeto, recentemente aprovado pelo Congresso; três parágrafos foram vetados

Agência Brasil

08 de agosto de 2008 | 13h13

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil  (OAB), Cezar Britto, afirmou que a sanção presidencial da lei que trata da inviolabilidade dos escritórios de advocacia foi uma grande "vitória da democracia e da cidadania". A declaração de Britto consta de nota distribuída nesta sexta-feira, 8, pela assessoria de imprensa da OAB.  Ao sancionar o projeto, recentemente aprovado pelo Congresso, o presidente da República em exercício, José Alencar, vetou três parágrafos do artigo 7º, sem promover alterações substanciais no texto. A nova lei garante ao advogado, segundo Brito, "a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia". Alencar vetou os parágrafos 5º, que detalhava os instrumentos de trabalho dos advogados; o 8º, pelo qual a quebra da inviolabilidade não se estenderia "aos locais e instrumentos de trabalho compartilhado com demais advogados"; e o 9º, que previa que, em caso de ofensa a advogado inscrito na OAB, o Conselho da Ordem promoveria "o desagravo público do ofendido". Na avaliação de Britto, a nova lei, após os vetos, consagra os princípios que vinham sendo defendidos pela OAB - entre eles, o de que j"nenhuma profissão pode receber habeas corpus preventivo para cometer crimes" - e o conteúdo democrático do texto aprovado pelo Legislativo. A lógica da lei, segundo ele, éa de que "o direito de defesa há de ser respeitado em todo país democrático e não poderia deixar de sê-lo no Brasil." Britto afirma ainda: "O projeto que originou essa lei fez corretamente a separação entre a figura do criminoso e a figura do advogado, estabelecendo que o relacionamento do advogado com o cliente é inviolável, mas não é uma liberação para que o advogado, junto com seu cliente, cometa crimes."

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