Lei da Ficha Limpa cria suspense na campanha em Sorocaba

A aplicação da lei da Ficha Limpa gera um clima de suspense na campanha para a prefeitura de Sorocaba, um dos principais colégios eleitorais do interior de São Paulo. Depois de ter impugnado, na segunda-feira, a candidatura de Renato Amary, do PMDB, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decide, na quinta-feira, o destino do candidato do PSDB, Antonio Carlos Pannunzio. Ambos são ex-prefeitos da cidade e sofreram pedidos de impugnação às candidaturas na Justiça Eleitoral sob a alegação de terem sido condenados por supostas irregularidades em suas gestões.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

22 de agosto de 2012 | 12h38

Na sessão de quinta-feira, a votação do pedido de impedimento à candidatura de Pannunzio terminou empatada no TRE. Caberá ao presidente, o desembargador Alceu Penteado Navarro, dar o voto de desempate. Renato foi prefeito por oito anos e Pannunzio administrou a cidade em um mandato de quatro anos. Os dois são ex-deputados federais e lideram a disputa na cidade de 600 mil habitantes.

De acordo com a denúncia, Pannunzio foi condenado, quando prefeito de Sorocaba, por propaganda irregular do seu governo. Já Renato Amary, segundo a denúncia, foi condenado após contratar sem licitação uma empresa de cobrança de tributos.

Os dois candidatos no entanto se consideram aptos a participar do pleito. No julgamento das denúncias em primeira instância, eles tiveram as candidaturas confirmadas.

Amary já recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e continua em campanha, enquanto aguarda o julgamento. A assessoria de Pannunzio informou que ele está confiante no desempate a seu favor no TRE, porém, caso o resultado seja diverso, também apelará ao TSE. Também concorrem à Prefeitura de Sorocaba os candidatos Raul Marcelo (PSOL) e Iara Bernardi (PT).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.