Legislativo brasileiro continua caro, diz Transparência

Confirmando a tendência de 2007, o legislativo brasileiro deve permanecer este ano entre os mais onerosos do mundo para o cidadão. Do total de 54 parlamentos analisados pela organização independente Transparência Brasil - entre eles, a Câmara dos Deputados, o Senado, assembléias legislativas e câmaras municipais das capitais -, apenas em 14 deles o reajuste do orçamento de 2008 ficará inferior à inflação. Somente sete terão os custos reduzidos na comparação com 2007.A discriminação dos recursos da Assembléia Legislativa de Rondônia lidera o crescimento dos gastos em 2008, com alta de 56,558% sobre o valor de 2007, para R$ 165,2 milhões, seguido de perto pela do Pará, cujo aumento chegou a 55,03%, para R$ 195 milhões, e pela Câmara de Goiânia, com elevação de 46,36% em 2008 (R$ 60,7 milhões).Até mesmo o orçamento da Câmara dos Deputados aumentou mais que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano, de 4,46%, e atingiu alta de 4,59%, para R$ 3,54 bilhões. O orçamento do Senado registrou elevação de 3,09%, para R$ 2,76 bilhões. As maiores quedas no orçamento de 2008 foram verificadas na Assembléia de Goiás, com redução de 29,51%, para R$ 139,8 milhões, na Câmara de Palmas (15,35%, para R$ 15,5 milhões), e na de Florianópolis (13,54%, para R$ 28,7 milhões).Levantamentos anteriores realizados pela Transparência mostraram que o legislativo brasileiro é o mais caro num grupo de 12 países analisados. Cada habitante de capitais brasileiras gastou, em média, 115 reais para manter os parlamentares das esferas municipal, estadual e federal em 2007. Os moradores de Boa Vista são os que mais desembolsarão neste ano para manter as quatro Casas pelas quais são representados - no total, 298,04 reais. Em Macapá, o montante também supera os 200 reais e chegará a 209,11 reais em 2008.FlorianópolisEm Florianópolis, cada habitante gastará 155,74 reais para ter a representação na Câmara Municipal, Assembléia, Câmara dos Deputados e Senado. Em Aracaju, o valor será de 142,99 reais e, em Campo Grande, 139,57 reais. Os moradores que serão menos penalizados nesse cálculo são os de Salvador e São Paulo, respectivamente, com 77,63 e 73,88 reais per capita.O parlamentar mais caro ao cidadão é o senador, cujo custo por mandato é de R$ 34 milhões. Em seguida, aparece o deputado distrital, com R$ 11 milhões por mandato. Os deputados estaduais de Minas Gerais, Rio e Santa Catarina custam mais aos cidadãos que os federais - no total, R$ 6,9 milhões por mandato.

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