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Lavrador é condenado por matar tatu

O Tribunal do Júri de Itanhomi a 363 quilômetros da capital mineira, condenou o lavrador Onofre Alves Ferreira, de 47 anos, a nove meses de detenção pela morte de um tatu. Segundo o juiz Antonio Carneiro da Silva, trata-se de uma decisão inédita no direito ambiental brasileiro. o lavrador foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) por ter atirado e matado, no dia 30 de dezembro de 1999, Lourival de Souza Ribeiro. Mas como o acusado carregava um filhote de tatu que havia matado na noite anterior, o promotor de Justiça Lélio Braga Calhau decidiu incluir na denúncia a acusação de crime ambiental (biocídio) contra a fauna silvestre. O juiz fixou pena de seis anos de prisão pelo homicídio simples e de nove meses de detenção, além de uma pena pecunária, pela morte do tatu."Eu acho que é uma decisão importante no tocante à conscientização das pessoas. Normalmente a tendência das pessoas é olhar só para o homicídio e esquecer o crime contra a fauna", disse Antonio Carneiro. Segundo o magistrado, a decisão não cabe mais recurso e o lavrador já cumpre pena na cadeia pública de Itanhomi.

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