ED FERREIRA/ESTADÃO
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Lava Jato gera impacto econômico no curto prazo, mas investigações são benéficas, diz ministro

Nelson Barbosa, do Planejamento, afirmou que, no longo prazo, investigação afetar planos de investimentos, mas no longo prazo a economia vai se tornar mais eficiente e transparente

Bernardo Caram, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

28 de julho de 2015 | 22h13

Brasília - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou nesta terça-feira, 28, que a Operação Lava Jato gera impacto econômico de curto prazo no País. Ele ponderou que as investigações são benéficas e trarão eficiência no longo prazo.

"Qualquer investigação, qualquer processo de combate à corrupção é benéfico, mesmo que possa ter algum impacto de curto prazo sobre o nível de atividade, sobre algumas empresas", disse. O ministro ressaltou que o País tem instituições sólidas e que "a economia e a sociedade sempre saem mais fortalecidas desse processo".

De acordo com Barbosa, a operação Lava Jato pode ter impactos na revisão de planos de investimentos de algumas empresas, mas pontuou o lado positivo da investigação. "Ao fim desse processo, as instituições e o próprio funcionamento da economia se tornam mais eficientes e mais transparentes." 

As declarações de Barbosa foram dadas após a presidente Dilma Rousseff, em reunião com ministros na segunda, dizer que a Operação Lava Jato derrubou um ponto porcentual do PIB.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvo da Lava Jato, afirmou que a operação, de fato, interfere no cenário econômico, mas não ao ponto de comprometer o PIB. "Não acho que a Lava Jato é culpada pela queda PIB, ninguém é maluco. A queda do PIB vai ser muito maior do que a queda que ela (Dilma Rousseff) anunciou, que pode ser impactada pela Lava Jato", comentou.

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