Lava Jato diz que obras no centro de pesquisas da Petrobrás envolveu propina de R$ 39 mi

Força-tarefa detalhou a 31ª fase da operação batizada de Operação Abismo; alvo principal foi o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira

O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2016 | 12h09

SÃO PAULO - Em entrevista coletiva concedida na manhã desta segunda-feira, 4, a força-tarefa da Operação Lava Jato detalhou a 31ª fase dessa investigação, deflagrada e batizada de Operação Abismo. O alvo principal foi o ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, que foi preso há cerca de dez dias no âmbito da Operação Custo Brasil, e é apontado como o idealizador de um esquema de propina da ordem de R$ 39 milhões nas obras do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão na cidade do Rio de Janeiro.

O Consórcio formado para realizar essas obras, o Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir o contrato e, deste total, R$ 18 milhões foram destinados a WTorre saísse da disputa. Segundo o procurador da República Julio Carlos Motta Noronha, que integra a força-tarefa da Lava Jato, o contrato que tinha valor inicial de R$ 850 milhões terminou com um valor superior a R$ 1 bilhão, em razão das propinas.

Os recursos desviados abasteceram não apenas o ex- tesoureiro petista, mas também foram repassados a funcionários da diretoria de serviços da estatal petrolífera, operadores financeiros, agentes políticos ligados ao Partido dos Trabalhadores, um blog em apoio a Paulo Ferreira e uma escola de samba, disse a força-tarefa, em coletiva realizada em Curitiba.

Na operação deflagrada nesta segunda pela Polícia Federal, foram presos temporariamente Edson Freire Coutinho, ex-executivo da Schahin Engenharia, e Roberto Ribeiro Capobianco, presidente da Construcap, empresas envolvidas nesse esquema. Também foram expedidos mandado de prisão temporária de Genésio Schiavinato Junior, representante da Construbase Engenharia, e Erasto Messias da Silva Junior, da Cosntrucap, que ainda não foram localizados. Outra empreiteira citada no esquema é a OAS. 

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