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Lava Jato ainda não chegou a 1/5 do seu potencial, diz procurador

'Acreditamos que é uma chance única que conferiu efetividade ao sistema de justiça criminal no Brasil e, por isso, ainda tem muito a avançar', afirmou procurador Diogo Castor Mattos, que integra a força-tarefa da operação

Fábio Serapião, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2016 | 13h45

BRASÍLIA - Em entrevista após sua participação na audiência pública que debate as dez Medidas de Combate à Corrupção na Câmara dos Deputados, o procurador Diogo Castor Mattos, da força tarefa da Lava Jato, em Curitiba, afirmou que os investigadores ainda têm muito material para analisar e que a operação não alcançou 1/5 do seu potencial. "Acreditamos que é uma chance única que conferiu efetividade ao sistema de justiça criminal no Brasil e, por isso, ainda tem muito a avançar", acrescentou Castor Mattos.

Ainda de acordo com o Castor Mattos, a Lava Jato não corre o risco de ser anulada - como ocorreu com a Castelo de Areia, Satiagraha e Boi Barrica - devido à dimensão que a investigação tomou e pelo clamor popular que envolve toda a operação. "Acredito que esses processos foram anulados, entre outros fatores, porque impactavam pessoas da alta classe econômica do País e porque não havia uma comoção social. Os processos foram anulados com passividade", explicou o procurador.

O procurador ainda citou o alto grau de transparência da Lava Jato e o controle da imprensa como fatores que impossibilitam que a operação seja anulada. 

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