Laudo dos Bombeiros aponta risco de desabamento em áreas do Museu Sarney

Fundação responsável pelo prédio terá 30 dias para corrigir falhas

Diego Emir, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

23 de janeiro de 2015 | 12h09

São Luís - Laudo do Corpo de Bombeiros do Maranhão relata haver risco de incêndio e desabamento de partes do prédio do Convento das Mercês, onde funciona a Fundação da Memória Republicana Brasileira, que abriga o acervo do ex-presidente José Sarney (PMDB). O Corpo de Bombeiros concede prazo de 30 dias para a nova administração da fundação promover melhorias estruturais para evitar problemas.

Os bombeiros relatam que, na vistoria feita na última segunda-feira, 19, foram identificadas fissuras nas paredes do prédio, assim como falta de um plano para evitar incêndio na edificação. O laudo é assinado pelo vistoriador Wellington Nadson Furtado Durans. Entre as melhorias solicitadas estão: apresentar plano de ação de emergência, adequar saída de emergência; apresentar laudo estrutural de toda a edificação; instalar iluminação de emergência, entre outros.

O Convento das Mercês ficou fechado até quinta-feira, 22, quando foi reaberto a visitação das exposições: Casa da Química, a história do Porto do Itaqui e a história do Convento das Mercês. O acervo de José Sarney, está com sua exposição fechada por tempo indeterminado.

O novo administrador da fundação, Valdênio Caminha, diz que ainda não teve acesso aos documentos e que por isso não pode comentar o assunto.

Em novembro de 2014, o Convento das Mercês recebeu a 8ª edição da Feira do Livro de São Luís e recebeu mais de 200 mil visitantes em 8 dias de programação. Na época o Corpo de Bombeiros liberou a realização de atividades. O prédio recebe em média a visita de 900 pessoas por dia.

Entenda. A fundação se transformou num problema para o governo de Flávio Dino (PC do B), adversário histórico do clã que dominou o Maranhão dos anos 1960 até o ano passado.

Na semana passada, Dino fechou o museu, mandou os funcionários embora e anunciou estudos para a privatizar a entidade, cujo funcionamento custou aos cofres do Estado algo em torno de R$ 8 milhões entre 2012 e 2014. Mas os moradores do bairro reclamaram, já que no convento das Mercês, onde a fundação e o museu estão instalados, havia cursos de reforço escolar para crianças. A nova gestão diz agora que vai reformular o projeto.

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