Laudo confirma ossada de preso político em cemitério de SP

Documento do DOPS registra Miguel Sabat Nuet como tendo sido preso em outubro de 1973 para 'averiguações'

da Redação

28 de agosto de 2008 | 14h05

Um laudo de laboratório confirmou que a ossada encontrada no cemitério clandestino de Perus, em São Paulo, é do espanhol Miguel Sabat Nuet, que teria sido preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPs) em 1973, durante a ditadura militar.   A ossada foi exumada por determinação da procuradora Eugênia Fávero, do Ministério Público Federal de São Paulo, no cemitério de Perus, na zona norte da cidade. A amostra forense, um fêmur humano, foi identificada a partir da comparação com o resultado dos exames dos familiares de Nuet, coletados para o Banco de DNA, da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).   O Genomic, laboratório contratado pela SEDH, coletou amostras de sangue de familiares com parentesco próximo e consangüíneo de mortos ou desaparecidos políticos para posterior comparação com restos mortais encontrados.   Um documento do DOPS registra o nome de Miguel Sabat Nuet como tendo sido preso em 9 de outubro de 1973 para "averiguações". Em outro registro, do dia 12 de outubro do mesmo ano, seu nome aparece em uma relação de presos "disponíveis para as autoridades".   De acordo com a nota, não há informações precisas sobre as circunstâncias da morte de Nuet nem sobre sua militância política ou oposição ao regime militar.

Tudo o que sabemos sobre:
Ossadaditadura militarlaudo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.