Landim nega que vá renunciar para escapar da cassação

Depois de esperar durante todo o dia, o corregedor da Câmara, Barbosa Neto (PMDB-GO) teve, nesta quarta-feira à noite, um encontro de 20 minutos com o deputado Pinheiro Landim (sem partido-CE), acusado pela Polícia Federal de intermediar a venda de habeas-corpus para traficantes.Só que, em vez de depor, como prometia seu advogado, Landim se limitou a ler em seugabinete, diante do corregedor, uma nota alegando que não pode se defender porque não teve acesso aos autos do processo. O parlamentar cearense afirma na nota, dirigida à imprensa, que ele e sua família estão sendo vítimas de um ?linchamento moral e injusto?.Diz ainda que compareceu diante do corregedor em respeito à Câmara e aos eleitores que o elegeram para um quarto mandato, embora esteja ?em estado de inércia psicossomática?.Ao deixar seu gabinete, acompanhado por seguranças da Câmara, Pinheiro Landimnegou que vá renunciar para escapar do processo de cassação. Ele confirmou ainformação de seu advogado, Raul Livino, de que está sob efeito de calmantes,explicando: ?Afinal, eu sou humano?.Esta quarta-feira foi o último dia para ele se defender na corregedoria das acusações feitas pela Polícia Federal. Para Barbosa Neto, não háelementos na nota que concorram para inocentá-lo no parecer em que recomendará àpresidência da Câmara que abra um processo de cassação do mandato de Landim.Se a Mesa da Casa concordar, caberá ao Conselho de Ética instaurar o processo porquebra de decoro parlamentar. Se for cassado, Landim ficará inelegível por oito anos. Ele foi eleito em outubro para um quarto mandato. Mas a tendência da Câmara, se ele for cassado, é determinar que o período de oito anos de inelegibilidade comece em fevereiro, quando os parlamentareseleitos tomarão posse. O tráfico e suas conexõesVeja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e o Congresso

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