Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

'Lamento que maior escândalo de corrupção esteja na maior empresa do governo dela', diz Cunha

Presidente da Câmara rebate declarações de Dilma, que voltou a diz nesta sexta que não tem contas na Suíça ao se defender sobre acolhimento de pedido de impeachment

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2015 | 19h50

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta sexta-feira, 4, que não se sente atingido pelas palavras da presidente Dilma Rousseff contra ele. O peemedebista também lamentou novamente que o "maior escândalo de corrupção e de desvio de dinheiro público do mundo" esteja na Petrobrás, "a maior empresa do governo dela".

Durante evento nesta manhã, a presidente voltou a defender que as razões para o pedido de impeachment dela são "inconsistentes e improcedentes" e disse que não tem contas na Suíça. A fala era uma referência ao presidente da Câmara, investigado pela Procuradoria-Geral da República por ter contas não declaradas no país europeu.

"Não me sinto atingido pelas palavras da presidente e lamento que o maior escândalo de corrupção, de desvio de dinheiro público, do mundo esteja na maior empresa do governo dela; dirigida por ela desde 2003, seja como ministra,seja como presidente do conselho ou seja, ainda, como presidente da República", afirmou Cunha em nota enviada por meio de sua assessoria.

Em outubro, o peemedebista usou discurso parecido para rebater Dilma. “Eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo”, afirmou em resposta à declaração dada pela presidente em viagem à Suécia, quando ela disse "lamentar que seja um brasileiro", sobre a denúncia de que Cunha tem contas secretas na Suíça.

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