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Lágrimas e pedido de perdão marcam despedida de parlamentares

Políticos que acumulam quase 30 anos de mandato se emocionam ao deixar o Congresso

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2018 | 23h42

Embora ainda falte dez dias para o recesso, parlamentares que não se reelegeram em outubro aproveitaram o que deve ser a última sessão do ano na Câmara para se despedirem do cargo. Entre eles, alguns que acumulam quase 30 anos de mandato parlamentar, como o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). O tucano derrubou lágrimas ao discursar no plenário aos colegas.

“Venho a essa tribuna com o sentimento de missão cumprida”, disse Hauly. Eleito em 1991, “quando o Brasil tinha 150 milhões de brasileiros”, o deputado participou de episódios importantes na história do País, como os impeachments de Fernando Collor e de Dilma Rousseff.

Visivelmente emocionado, passou seus últimos dias no Congresso tentando aprovar a reforma tributária, seu projeto “dos olhos”, em comissões da Casa. Conseguiu na véspera. “Espero ter deixado amigos e amigas. Se alguma inimizade ficou, por alguma ofensa, peço desculpas e perdão”, seguiu. Foi aplaudido pelos colegas e não conseguiu segurar as lágrimas. “Eu disse que não ia chorar”, brincou.

As despedidas não se restringiram a apenas um campo político. Decano da oposição na Câmara, Chico Alencar (PSOL-RJ), deputado há 15 anos, também usou a tribuna para agradecer aos colegas, incluindo os adversários.

Com a voz embargada em alguns momentos, Alencar, que é um dos fundadores do PSOL, disse que travou boas batalhas no plenário, destacando que acumulou “muito mais derrotas do que vitórias”. Foi aplaudido longamente pelo plenário. Na sequência, deputados discursaram o elogiando.

A “trajetória de luta” também foi tema do discurso do deputado Arnaldo Faria de Sá (PP-SP), que deixará a Câmara após 32 anos. Lembrou sua defesa pela Previdência, aposentados e idosos. Em seguida, pediu aos que ficaram que continuem sua luta. Foi aplaudido e chamado de “referência” pelos colegas.

A Câmara realizou nesta quarta-feira, 12, praticamente seu último dia de trabalho no plenário. O recesso parlamentar começa oficialmente dia 23. Porém, os deputados eleitos precisam se diplomar nos Estados até o prazo final que é dia 19 de dezembro, por isso, não deve haver quórum em Brasília na próxima semana.

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