Lago e Vilela negam ligação com fraudes da Gautama

Os governadores de Alagoas e do Maranhão, Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Jackson Lago (PDT), respectivamente, negaram hoje envolvimento no caso de corrupção envolvendo a empresa Gautama, descoberto na Operação Navalha, da Polícia Federal. Eles estão entre os 61 denunciados hoje pelo Ministério Público Federal por crimes de corrupção. Também estavam entre os denunciados o diretor da Gautama, Zuleido Veras, e o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.Lago reagiu com surpresa à denúncia do Ministério Público Federal, por formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva. Segundo o MPF, ele teria recebido aproximadamente R$ 290 mil de propina da Gautama para liberação de obras públicas no Maranhão. "Foi com surpresa e indignação que tomei conhecimento da denúncia do Procurador-Geral da República. Meu nome apenas fora mencionado indiretamente em ligações telefônicas de terceiros", disse Lago, em nota oficial.Vilela, denunciado por formação de quadrilha, peculato e corrupção passiva, negou qualquer envolvimento. Em nota distribuída à imprensa, disse que exonerou os acusados que exerciam cargos públicos no Estado e que esteve, pessoalmente, como testemunha do caso, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Na época, foram exonerados os secretários estaduais Adeilson Bezerra (Secretaria de Infra-estrutura) e Enéas Alencastro (chefe do escritório de Alagoas em Brasília). Outros denunciadosOutros denunciados também comentaram a ação do MPF e alegaram inocência. O ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB) afirmou que soube da denúncia por meio de um blog. Por meio de advogados, o conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe Flávio Conceição disse que não recebeu informações da denúncia, mesma alegação do advogado do empresário João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves Filho, também denunciado. O argumento do desconhecimento do teor da denúncia foi repetido pelo ex-secretário de Estado da Fazenda e Educação de Sergipe Gilmar de Melo Mendes. Não foram localizados para comentar as denúncias Abdelaziz Santos (secretário de Administração do Maranhão), Wagner Lago (irmão de Jackson Lago e representante do governo do Maranhão em Brasília), Ney de Barros Bello (ex-secretário de Obras e Infra-Estrutura do Maranhão), Dimas Soares de Veras (irmão de Zuleido Veras), o ex-deputado federal Ivan Paixão (PPS-SE), o ex-secretário da Fazenda de Sergipe Max Andrade e o ex-governador de Sergipe João Alves Filho.

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