Lago atribui cassação à influência de Sarney

Para pedetista, atuação de Sepúlveda Pertence como advogado de Roseana interferiu[br]na sua cassação

Wilson Lima, O Estadao de S.Paulo

05 de março de 2009 | 00h00

Em entrevista ontem ao Estado, o governador cassado do Maranhão, Jackson Lago (PDT), rebateu as acusações que levaram à sua punição pelo Tribunal Superior Eleitoral, disse que a participação do ex-ministro do TSE Sepúlveda Pertence na defesa de Roseana Sarney interferiu no resultado e opinou que a corte eleitoral vai acabar revendo a decisão. Abaixo, os principais trechos:Como o sr. avalia o resultado do julgamento do TSE? Como um resultado marcado pela heterogeneidade na apreciação dos diferentes itens. Algum ministro achava que eu era culpado, alguma acusação tinha importância, às vezes um outro ministro não pensava assim. Essa heterogeneidade levou o presidente do tribunal a proferir o voto de Minerva... Essa pluralidade de temas possibilitou equívocos, que serão reexaminados com serenidade, profundidade, nas medidas recursais que nossos advogados ingressarão.O sr. espera alguma mudança no resultado com os recursos?Acho que sim. Tenho muita expectativa disso de reanálise, com mais serenidade.O sr. havia previsto a influência do grupo Sarney no julgamento. Acha que isso aconteceu? É muito difícil imaginar a ausência de Sarney em um processo que objetiva recolocar a filha no governo. No início do processo, não tinha a participação do ex-ministro Sepúlveda Pertence. Ele foi nomeado procurador pelo Sarney, nomeado ministro pelo Sarney e não poderia deixar de aceitar trabalhar pela filha do Sarney. O sr. também utilizou um ex-ministro, Francisco Rezek, como advogado de defesa...Contratei como advogado. Ele não me deve nenhum favor. O mesmo não acontece com Pertence. Ele foi lá para retribuir gratidões.

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