Ladrões invadem prédio da Câmara durante a madrugada

Desconhecidos furtaram a lanchonete e dois restaurantes instalados no subsolo da Casa

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

23 de agosto de 2012 | 16h05

A Câmara dos Deputados foi invadida na madrugada desta quinta-feira, 23, por desconhecidos que furtaram a lanchonete e dois restaurantes instalados no subsolo da Casa. Foi a segunda vez que o local é invadido neste ano.

Os ladrões entraram e saíram pela mesma janela, carregando um computador e alimentos embrulhados em sacos de lixo. Os empregados disseram que quando chegaram aos estabelecimentos, por volta das 7 horas, encontraram alimentos espalhados pelo chão e peças desmontadas do computador que os ladrões não conseguiram carregar. Não houve furto de dinheiro porque, escaldados pelo furto de R$ 10 mil em janeiro , os gerentes guardaram os valores reservados para as operações do dia em um cofre.

O diretor substituto da Coordenação de Polícia Judiciária da Câmara, Samuel Ribeiro, informou que a Polícia Civil do Distrito Federal concluirá a perícia dos locais invadidos no prazo de um mês. Segundo ele, estão sendo analisadas câmeras de segurança e impressões digitais. Ele não soube explicar porque o policiamento que diz cuidar do local durante a madrugada não se deu conta da invasão que, ao que parece, foi feita de forma desordenada e com barulho. Com relação ao furto de janeiro, Ribeiro disse que foram indiciados ex-empregados dos estabelecimentos e terceiros.

Esta nova invasão evidencia a fragilidade da segurança nas duas Casas do Legislativo. No Senado, é comum o furto de fechaduras e até peças de banheiros. No início deste ano, um dos dois banheiros do Senado reservado para visitantes passou meses com a porta quase arrancada, como se tivessem tentado carregá-la "na marra". Já o estacionamento externo do Senado, conhecido como "curral", fechou sua portaria de saída e há meses divide um único acesso para entrada e saída. A medida foi explicada como uma tentativa de impedir os furtos nos automóveis. O diretor da Polícia da Casa, Pedro Carvalho, justificou o fechamento da saída dizendo que é para impedir a presença de pedintes no estacionamento.

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