Lacerda é aprovado por comissão do Senado para a Abin

Ele defende que o Congresso Nacional aprove uma lei autorizando a agência a realizar escutas telefônicas

VANNILDO MENDES, Agencia Estado

04 de setembro de 2007 | 14h23

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou, por 15 votos a 2, o nome do delegado Paulo Lacerda como novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).  Lacerda submeteu-se a mais de quatro horas de sabatina, durante a qual defendeu que o Congresso Nacional aprove uma lei autorizando a Abin a realizar escutas telefônicas com autorização judicial em caso de suspeita de terrorismo e sabotagem. Ele defendeu a integração dos órgãos de inteligência do Estado, como a Polícia Federal com a Abin.Questionado pelos parlamentares, Lacerda disse que vai investigar denúncias que vinculam a Abin a grampos e monitoramentos ilegais. "Se houver esse propalado monitoramento de escutas ilegais, saibam que vão ter problemas. Não admitirei. Sou um legalista e entendo que tudo tem de ser apurado. Na PF era assim e na Abin não será diferente", afirmou. A idéia da permissão para Abin poder fazer grampos telefônicos em casos especiais foi bem aceita pelos parlamentares, inclusive pela oposição.Lacerda recebeu muitos elogios de integrantes da comissão, inclusive do presidente, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que apoiou a indicação. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) informou que vai se empenhar pessoalmente pela aprovação do dispositivo que permitirá à Abin fazer escutas telefônicas.                                                                          PF Lacerda deixou na última segunda o comando da Polícia Federal para assumir a Abin, com a recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de transformar radicalmente o órgão, da sua estrutura ao seu método de trabalho, considerado desastroso pelo governo.  Luiz Fernando Corrêa ocupará o posto.  Em quase todas as crises do País nos últimos tempos, a agência teve intervenção atrasada, equivocada ou em alguns casos nula, como na recente invasão da hidrelétrica de Tucuruí por um grupo de manifestantes da Via Campesina, sem que as autoridades tivessem qualquer alerta do risco. 

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