Laboratórios reagem contra proposta brasileira

A Federação Internacional de Produtos Farmacêuticos reagiu, em Genebra, contra a proposta brasileira de barateamento de remédio e criticou, numa coletiva para a imprensa, a política brasileira de remédios, afirmando que sua lei de patentes de 96, ?viola o acordo Trips da OMC". Os fabricantes de remédios afirmam que ?os brasileiros não podem fazer face às necessidades locais de suprimento de remédios contra a aids e que produzir no País não significa necessariamente redução de preço e que a qualidade, como prova a experiência, nem sempre é fiável".Alem disso, segundo a Federação, os fabricantes brasileiros não têm condições financeiras, precisando de constantes subvenções do governo. ?A aceitação da proposta brasileira por todos os países levará a uma restrição ao acesso aos remédios", diz a Federação. No caso do Brasil, de acordo com o órgão internacional, isto poderá provocar efeitos negativos, já que "os regimes com licença compulsória mostraram que desencorajam o investimento e a introdução de novos produtos no mercado". O Brasil deverá responder, ainda hoje, aos argumentos dos fabricantes de remédios.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.