Laboratório suíço vai trazer 100 genéricos ao País

Dentro de dois anos, o laboratório farmacêutico suíço Novartis terá mais de 100 medicamentos genéricos no Brasil. A introdução dos 20 primeiros remédios, entre os quais antibióticos, cardiovasculares, redutores de colesterol e antidepressivos, será feita em agosto ou setembro.Os medicamentos, semi-acabados, virão de outras filiais da empresa e serão embalados no Brasil. Em 2002, haverá fabricação própria local, na fábrica de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, mas não há previsão de verba a ser investida na atividade, que exigirá apenas algumas adaptações na própria fábrica e a contratação de mão-de-obra.O diretor do setor de genéricos da Novartis, Paulo Munadiam, avalia que a entrada nesse mercado é muito mais estratégica para a empresa do que lucrativa, pelo menos nos primeiros anos de atividade. "A idéia não é ficar milionário ou aumentar o valor das ações da empresa com isso, mas participar de um mercado em que a maior parte dos laboratórios está entrando", disse. Ele garante que o laboratório não pretende concorrer com genéricos já lançados.A estratégia da Novartis na área começou há dez anos e hoje a receita dos genéricos representa 10% do total de produtos farmacêuticos de marca e oftalmológicos da empresa em todo o mundo. A meta é chegar aos 20% do faturamento total, só com genéricos. "No Brasil, os genéricos representarão menos do que 3% das vendas do laboratório", estima.A Labinca, subsidiária argentina da Novartis, vai iniciar a produção de 10 medicamentos anti-retrovirais e de uma linha de genéricos para tratamento de câncer (oncologia) neste ano. Os medicamentos para combater o vírus HIV estão em fase de registro na Argentina, e poderão ser vendidos no Brasil, caso consigam patente local. "No futuro, há a possibilidade de a linha de anti-retrovirais vir a ser produzida aqui", prevê o executivo.

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