Laboratório se diz "incomodado" pelo governo

O diretor de Assuntos Corporativos do laboratório farmacêutico Merck Sharp & Dohme, Marcos Levy, está incomodado com a pressão que diz sofrer do Ministério da Saúde. "O que eu não entendo é porque continuo sendo ameaçado pelo governo", disse, referindo-se às seguidas declarações do ministro José Serra e outros integrantes do ministério que pedem a redução do preço de dois remédios importados (um deles, da Merck) que compõem o coquetel distribuído pelo governo aos portadores do vírus da aids. Levy disse que não entende por que o ministério insiste na mesma crítica há mais de um ano, quando a Merck negocia com o governo, através do laboratório do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Far-Manguinhos), uma alternativa para a redução do preço da droga, que foi patenteada pela Merck. Há quase oito meses a negociação está em curso, segundo o diretor do laboratório, que já venderia o medicamento com preço menor para o governo em comparação com outros mercados, até porque o Brasil faz compras grandes. "Somos tratados com um bando de malucos que vende o que quer pelo preço que quer", afirmou Levy que estará hoje em Brasília, embora negue que sua agenda inclua encontros sobre esse tema. Os "malucos", segundo ele, seria toda a indústria farmacêutica (nacional e estrangeira) que seria vítima de uma pressão indevida.

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