Laboratório descarta contaminação no Brasil

A importadora Meizler Comércio Internacional S/A, representante legal no Brasil da empresa britânica Bio Products Laboratory (BPL), divulgou nota esclarecendo que os lotes de produtos hemoderivados, como albumina e imunoglobina, exportados para o Brasil, foram produzidos a partir de plasma oriundo dos Estados Unidos, país onde não há constatação da doença de Creutzfeldt-Jakob, o mal da vaca louca, em humanos.Na segunda-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que iria pedir esclarecimentos à BPL sobre a suspeita de lotes de albumina e imunoglobulinas que teriam sido produzidos a partir de plasma de doadores que desenvolveram o mal da vaca louca. A empresa assegurou ainda a legitimidade de seus produtos, garantindo estar de acordo com a legislação sanitária brasileira vigente e com os processos de controle realizados pelas agência de saúde britânica e norte-americana.A Anvisa informou que, desde 1998, o Brasil não importa hemoderivados da Grã-Bretanha que tenham como origem doadores daquele país. Segundo o órgão, as empresas britânicas são obrigadas a enviar certificados de que o plasma usado na produção de hemoderivados não tem origem no sangue de doadores residentes naquele país. Segundo notícia publicada ontem no jornal inglês "The Guardian", o produto pode ter contaminado um número desconhecido de pessoas entre 1996 e 2000, em mais de dez países, entre eles Brasil, Rússia, Turquia, Índia, que teriam comprado albumina da Grã-Bretanha. De acordo com a nota divulgada hoje pela BPL, "o termo ?contaminado? é inadequado pois até hoje nada foi comprovado cientificamente que indicasse a transmissão da doença através do sangue ou seus derivados". A empresa afirma que "até prova científica definitiva em contrário, o risco de uma possível contaminação torna-se remoto".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.