Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Kim vai à Justiça para hospital onde Bolsonaro fez exame revelar nomes de pacientes com coronavírus

Deputado pede que Hospital das Forças Armadas receba uma multa diária de R$ 50 mil por cada nome que deixar de revelar

Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2020 | 18h58

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), membro do MBL, entrou nesta terça-feira, dia 24, com um mandado de segurança para forçar o Hospital das Forças Armadas (HFA) a revelar os dois nomes omitidos da lista de pacientes com o novo coronavírus.

A peça, de autoria do advogado Rubens Nunes, pede ainda que o hospital receba uma multa diária de R$ 50 mil por cada nome que deixar de revelar. 

O Estado revelou nesta terça que o HFA omitiu ao governo do Distrito Federal (DF) dois nomes em uma lista de infectados com o novo coronavírus. Uma lista de 17 infectados, sendo que 15 estão identificados, foi entregue ao governo do DF. O presidente Jair Bolsonaro foi uma das autoridades que fizeram exame no local, mas afirmou nas redes sociais ter testado negativo. O nome dele não está entre os 15 mencionados pelo hospital.

Na última sexta-feira, a Justiça Federal atendeu a um pedido do governo do DF e determinou que o Hospital das Forças Armadas informasse imediatamente a relação completa de nomes dos infectados pelo novo coronavírus. Na ocasião, a juíza Raquel Soares Chiarelli já havia imposto multa de R$ 50 mil ao diretor do hospital por cada paciente com coronavírus não informado.

“Deixo de informar à V Exa., neste documento, os nomes dos pacientes com sorologia positiva para a Covid-19, a fim de evitar a exposição dos pacientes e em virtude direito constitucional de proteção à intimidade, vida privada, honra e imagem do cidadão”, escreveu o comandante do HFA, em ofício endereçado à Justiça Federal do DF e obtido pelo Estado.

Autoridades do governo federal começaram a fazer testes para coronavírus no HFA depois que o presidente Bolsonaro retornou de viagem aos Estados Unidos. Ao todo, 23 integrantes da comitiva presidencial que acompanhou o mandatário já foram infectadas, testando positivo para o vírus.

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