Kátia Abreu critica preconceito de intelectuais

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD/TO), em discurso proferido no encerramento do seminário "os desafios do Brasil como 5ª potência mundial e os desafios do agronegócio", criticou a visão preconceituosa dos "intelectuais urbanos" em relação ao setor agropecuário.

VENILSON FERREIRA, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 19h56

A senadora afirmou que nas análises que visam ofuscar a importância do agronegócio para a política econômica brasileira são utilizadas expressões como "primarização, desindustrialização e nova dependência". Segundo ela, o superávit da balança comercial, proporcionado pela expansão das exportações do agronegócio, reduziu a dependência do capital externo.

Ao rebater a críticas sobre a questão ambiental, Kátia Abreu afirmou que a produção brasileira atingiu neste ano 160 milhões de toneladas de grãos, cultivados em 40 mil hectares, a mesma área de 30 anos atrás. Segundo ela, se não houvesse os ganhos de produtividade, seriam necessários 128 milhões de hectares para obter a produção atual. "Esta é a poupança ecológica dos agricultores brasileiros", diz ela.

Em seu discurso, Kátia Abreu afirmou que um dos desafios da nova política agrícola, que está em discussão com o governo federal, será aumentar a classe média rural, por meio de incentivos para reduzir a pobreza no campo. Ela disse que apresentou a proposta durante uma hora e meia à presidente Dilma Rousseff, que ficou empolgada com a ideia.

Dilma Rousseff afirmou em seu discurso que pretende repetir no campo a mesma conquista do meio urbano, onde 40 milhões de brasileiros guindaram para a classe média. A presidente diz que entre as medidas necessárias na política agrícola se destacam menos burocracia na tomada do crédito, taxas de juros acessíveis, seguro rural, garantia de preços, incentivo à integração das cadeias produtivas e financiamento de máquinas e equipamentos.

A presidente comentou que somente por meio de parcerias com o setor privado o governo federal conseguirá superar os desafios da logística de transporte, armazenamento e distribuição de alimentos. Ela defendeu a participação das entidades na definição das prioridades dos investimentos, lembrando que um dos fatores que acarretaram os problemas atuais das economias europeias foi a sobreposição de obras, muitas das quais desnecessárias. Na opinião da presidente, os parlamentares devem buscar consenso em torno do novo Código Florestal. "Não podemos prescindir do papel de potência agrícola e ao mesmo tempo de preservação da biodiversidade", disse ela.

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