Kassab vê ''vaidade e factóide'' em adversária

Para ele, ?diferenças políticas? prevaleceram com Marta

Roberto Almeida, O Estadao de S.Paulo

11 de junho de 2008 | 00h00

O prefeito de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), criticou diretamente ontem, em café da manhã com empresários, pontos específicos da gestão da ex-prefeita e também pré-candidata Marta Suplicy (PT). Ao discursar sobre os problemas do transporte público paulistano, Kassab aproveitou para alfinetar o que denomina de política de "vaidade, factóides e projetos pessoais", em referência à gestão petista e outras que a antecederam."Acho inadmissível que um prefeito não entenda que metrô é prioridade na questão de transporte público e de investimento de sistema viário", sublinhou. "Só posso atribuir isso à vaidade, à vontade de usar recursos em obras que possibilitem inaugurações e a diferenças políticas, que infelizmente prevaleceram e prejudicaram a população." Segundo ele, o governo municipal poderia ter aplicado R$ 1 bilhão ao ano em obras do metrô nas últimas gestões.Kassab ironizou a política de tributos que rendeu à petista o apelido de "Martaxa". Ela, que já planeja reduzir a carga tributária caso seja eleita, admitiu que a cobrança de taxas de luz e lixo foram determinantes para sua derrota em 2004.O prefeito aproveitou para defender as políticas municipais que tentou pôr em prática e que não tiveram resultados esperados. "A Marta disse que, se voltasse no tempo, não aumentaria a carga tributária", afirmou. "Mas eu não demoraria quatro anos para reconhecer meus erros."Ao final do discurso, Kassab foi interpelado a respeito das possíveis soluções para os problemas do transporte em São Paulo. E logo resumiu seu ponto de vista: "Foram gestões anteriores, egocêntricas, que nos colocaram nessa situação." Ele descredenciou o pedágio urbano: "Não é justo socialmente."

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