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Kassab tem conversa reservada com Campos

Depois de duas horas e meia de conversa reservada com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, nesta terça-feira, na sede provisória do governo do Estado, no Recife, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, resumiu o encontro como "uma visita de cortesia", no qual "pouco se falou de política".

ÂNGELA LACERDA, Agência Estado

14 de maio de 2013 | 18h52

Amigo de Campos, Kassab foi evasivo nas declarações. Indagado se havia oficializado ao governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB o apoio do PSD ao governo Dilma Roussef, Kassab afirmou: "Nossa condição é de conhecimento público". Perguntado sobre se Campos ainda quer se candidatar a presidente ou se recuou do plano, diante da posição mais reclusa nos últimos dias, Kassab disse "ser difícil dizer".

"Não me cabe afirmar isso e não abordamos o assunto", afirmou. "É um direito que ele tem, ele vai avaliar com calma e avaliar a conveniência." O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, mais uma vez, não deu declarações, mas interlocutores afirmam que ele não recuou, apenas adotou uma nova estratégia. O momento agora seria de não se expor à pressão alimentada por setores do governo federal e do PT contra a possível candidatura. De acordo com uma fonte, a forte exposição inicial de Campos foi necessária para ele se posicionar. "No momento, embora se deduza que ele está mais reservado, ele faz política 24 horas pó dia."

"O ritmo é o mesmo, ele faz uma viagem pelo País por semana e está se articulando", afirmou a fonte. Campos foi a Goiânia no fim de semana e nesta terça-feira participaria de um congresso em Joinville (SC) para falar sobre eficiência na gestão pública. "Ele não está restringindo as conversas", observou, ao destacar que esta não é uma corrida de 100 metros rasos, mas uma maratona.

"Ele vai continuar mostrando a cara ao Brasil, vai continuar organizando e fortalecendo seu partido." Campos estaria também orientando os aliados que recebem pressão da administração federal ou do PT (para tentar dissuadi-los do apoio) para não se indispor. "Como a pressão não é ética, o comportamento dos aliados é de dizer ''sim'', mas mantendo espaço para tomar a posição política mais adequada no momento certo." O momento certo seria o primeiro semestre de 2014, quando o governador de Pernambuco e presidente do PSB deve assumir que é pré-candidato.

Agricultura familiar

Nos dois eventos públicos dos quais participou nesta terça, Campos comemorou o terceiro prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) conquistado por Pernambuco. O prêmio prestigia boas práticas públicas. O Brasil e outros governos de Estados já foram agraciados, mas Pernambuco é o único com três deles.

Ao dar posse ao novo secretário estadual de Agricultura, Aldo Santos, Campos destacou, no discurso, que o País "não tem como repetir 20 milhões de empregos e a rede de proteção social criada nos últimos dez anos", ao falar sobre a crise econômica internacional que se reflete no País. "No momento, a grande aposta é a agricultura familiar para conter a inflação, para gerar emprego e poder dinamizar a economia do Brasil profundo." O governador de Pernambuco e presidente do PSB foi aplaudido pelos vários grupos sociais ligados à terra e à agricultura presentes, a exemplo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (Fetape).

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