Kassab reformula agenda para não ferir Lei Eleitoral

Candidato promete punir funcionário que fizer campanha no expediente

Tatiane Matheus, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2008 | 00h00

Para fugir dos riscos de ser enquadrado na Lei Eleitoral, o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) fez questão de esclarecer, na estréia da campanha oficial: "No que for assunto de prefeito, estarei como prefeito. Onde for necessária a presença como candidato, estarei." Para adaptar sua agenda às regras da lei, vai mudar a rotina: começará o expediente mais cedo, em casa mesmo, e fará campanha em finais de semana, feriados, na hora do almoço e à noite. Kassab acha possível dividir as funções sem cometer infrações. "Quem fizer campanha sairá da Prefeitura. Eu deixei isso bem claro", advertiu. Os funcionários municipais só poderão ajudar na caça aos votos fora do expediente.Seu primeiro compromisso, por volta de 10 horas, foi no Parque da Independência, na zona sul da cidade, na comemoração do Dia do Bombeiro Brasileiro - mas como prefeito. Depois foi à Fórmula Truck, no Autódromo de Interlagos. "Era muito importante homenagear os bombeiros, como também este evento", disse o prefeito. Por volta das 20 horas, foi à Festa das Nações, em Ermelino Matarazzo - onde não chegou a se encontrar com o rival Geraldo Alckmin (PSDB), que lá esteve pouco antes.PESQUISAO prefeito afirmou que entra na campanha tranqüilo e garantiu que está feliz com os resultados da avaliação de sua gestão - apesar da queda de 39% para 33% no índice de aprovação, segundo o Datafolha. Kassab avisou que não adotará nenhuma estratégia especial para subir nas pesquisas, já que a corrida eleitoral está apenas no começo. Sua prioridade, prosseguiu, é ser prefeito. "Hoje é o primeiro dia da campanha e meus dois principais adversários já ocuparam cargos de prefeito e governador e disputaram eleições majoritárias. Portanto, têm a visibilidade que ainda não possuo", explicou, sobre o fato de estar em terceiro lugar nas pesquisas. Por fim, adiantou que não pretende mudar de conduta: "Qualquer decisão tomada será pautada pelo interesse público e para melhorar a vida da cidade." Sobre a restrição aos caminhões, sustentou que a medida foi boa para São Paulo.

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