Tiago Queiroz/AE - 20.10.2011
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Kassab não vê espaço para PSD em reforma ministerial

Escândalos de corrupção no Ministério do Esporte reabrem discussões sobre mudanças no governo Dilma em 2012, mas entrada da nova sigla não é considerada pelo prefeito de SP nesse momento

Gustavo Uribe, da Agência Estado

24 de outubro de 2011 | 13h13

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira, 24, que não tem "nenhuma expectativa" de que o PSD ganhe espaço na eventual reforma ministerial esperada para 2012. Como presidente nacional da nova sigla, Kassab ressaltou que o PSD é "independente", mas ofereceu ajuda ao governo federal em propostas ou projetos que estejam de acordo com as diretrizes da nova legenda.

"O partido é independente. O governo federal sabe que poderá contar conosco em todos os projetos, em todas as ações que tenham vinculação com o nosso programa partidário", afirmou. Ele disse ainda que não espera que a sigla integre o governo federal em reformas administravas posteriores ao próximo ano.

A crise no Ministério do Esporte tem aumentado a expectativa dos partidos da base aliada em torno de uma reforma ministerial. As eventuais mudanças, previstas para janeiro de 2012, já geram a insatisfação de siglas como PDT, PP e PC do B, ameaçadas de per perder espaço no primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. A presidente Dilma Rousseff, segundo membros do Palácio do Planalto, deve levar em conta o tamanho dos partidos para a redistribuição de cargos e orçamentos.

Na Câmara. Kassab ressaltou ainda que é "natural" que a Câmara dos Deputados promova redistribuição de espaço após a criação do PSD. Ele defendeu que a bancada da nova sigla tenha os seus direitos assegurados para que possa atuar. "Essa é uma questão parlamentar que será coordenada por nossa bancada, e é evidente que isso deverá acontecer", afirmou. "É evidente que essa nova bancada terá os seus direitos para que possa funcionar." O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), já destacou a necessidade de uma reconfiguração do espaço, que envolveria tanto a realocação de gabinetes como a titularidade em comissões e relatorias.

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