Kassab minimiza presença de Lula na campanha petista

Apesar disso, prefeito continua ressaltando, na TV, parcerias entre os governos municipal, estadual e federal

Ricardo Brandt, O Estadao de S.Paulo

02 de setembro de 2008 | 00h00

O prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), tentou minimizar ontem o impacto na campanha eleitoral da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado da candidata Marta Suplicy (PT). Os dois fizeram comício neste final de semana em São Paulo, na zona leste da cidade. "Foi uma participação rotineira. Ele é do partido dela e todos sabiam que iria apoiá-la", afirmou Kassab aos jornalistas, após visita a obras de regularização de um loteamento em Guaianases, na zona leste.A primeira participação direta de Lula na campanha de Marta foi usada ontem mesmo no programa eleitoral de TV do PT. Eles destacaram a fala do presidente em que ele diz que a ex-prefeita "estará muito mais afinada com os projetos de desenvolvimento" que o governo federal irá implantar.A campanha de Kassab, por sua vez, voltou a inserir fala do prefeito em que ele ressalta a parceria entre a prefeitura e o presidente Lula nas obras de moradia popular para pessoas que vivem em áreas de risco.A estratégia, iniciada na semana passada pelo DEM, é mostrar uma "boa relação" dele com o presidente da República, em uma tentativa de minar o argumento do PT de que, com Marta na capital, o Planalto dará atenção especial à cidade.TUCANOSEm crescimento nas duas últimas pesquisas eleitorais de intenção de voto, o candidato à reeleição disse não estar preocupado com a presença de padrinhos políticos nas campanhas adversárias.Kassab e seus programas eleitorais na TV e no rádio, no entanto, têm explorado exaustivamente a boa relação entre ele e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O cacique tucano foi um dos principais apoiadores da candidatura do DEM em São Paulo.Na hora do almoço, Kassab participou de uma entrevista no site Terra e afirmou esperar a ajuda do adversário Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno. "Eu vou ao segundo turno e conto com o apoio do Alckmin, dos seus eleitores e da sua militância, juntos para a derrota da Marta."

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