Kassab, Marta e Alckmin trocam críticas no rádio

O candidato à Prefeitura de São Paulo e atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), utilizou o horário eleitoral gratuito do rádio para falar sobre as suas realizações na área da educação e aproveitou para criticar as gestões de Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), que não deixaram por menos e também fizeram críticas à atual gestão. Kassab disse que acabou com as 54 escolas de lata deixadas por Marta e colocou em dúvida a relação de Alckmin com o atual governador José Serra. "O Geraldo também não ajudou a acabar com as escolas de lata. Mas o prefeito e o governador hoje se entendem, antes não se entendiam", afirma o apresentador do programa. O candidato do DEM comparou ainda os índices de alfabetização da sua gestão com a da ex-prefeita Marta, ressaltando que "agora 85% dos alunos terminam a segunda série sabendo ler e escrever, contra 65% da gestão anterior." Apesar de ter sido um projeto da Marta, Kassab afirmou que dará continuidade aos CEUs, construindo mais 25 unidades "utilizando menos recursos" do que a ex-prefeita. Já Marta Suplicy voltou a colar sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Agora com a forte parceria do Lula vamos colocar em prática vários projetos", diz a candidata. Em um jingle, a ex-prefeita reforça a parceria com o seu maior cabo eleitoral: "quatro mãos para fazer mais pela cidade". A candidata escolheu falar sobre a saúde e voltou a afirmar que durante sua gestão a Prefeitura tinha poucos recursos e que poderá fazer bem mais agora que tem dinheiro em caixa. As críticas à atual gestão também permaneceram no programas de hoje, com destaque para as filas nos hospitais e a longa espera por exames médicos. Alckmin focou seu programa na saúde e também criticou a atual gestão de Kassab. Usando como exemplo duas paulistanas que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento, uma delas grávida, o candidato do PSDB prometeu integrar todos os serviços da área por meio do programa Saúde Integrada Municipal (SIM). Geraldo também justificou que sua experiência de médico o auxiliará no processo de melhora do atendimento na cidade. O candidato Paulo Maluf (PP) seguiu a mesma linha e escolheu a saúde como tema do programa. Ele prometeu recriar o PAS e oferecer tratamento odontológico gratuito à população. HabitaçãoCiro Moura (PTC) falou sobre moradia e prometeu destinar mais recursos à Cohab e construir casas populares em parceria com a iniciativa privada. Soninha Francine (PPS) também falou sobre habitação e defendeu a criação de uma carta de crédito à população de baixa renda que mora em condições precárias. Renato Reichmann (PMN) afirmou que com o orçamento de R$ 25 bilhões da cidade de São Paulo poderá contratar 12 mil professores e 1.400 médicos. O candidato Ivan Valente (PSOL) afirmou que não aceitará dinheiro de bancos e empreiteiras. Já Edmilson Costa (PCB) ressaltou que não faz parte da política tradicional, já que é a primeira vez que disputa um cargo eletivo. Levy Fidélix (PRTB) insistiu na construção do Aerotrem e de anéis viários e Anaí Caproni (PCO) atacou mais uma vez os "capitalistas", que defendem os interesses dos bancos.

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