Kassab insiste em manter aliança

Apesar disso, ele não se manifesta sobre crise tucana

Roberto Almeida, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2008 | 00h00

À espera do resultado da convenção do PSDB, marcada para este domingo, o prefeito e pré-candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) diz que tem se "esforçado muito para ter ainda no primeiro turno a aliança que elegeu Serra e FHC". Porém, falar abertamente sobre um possível racha tucano, só na segunda-feira. "Prefiro não me manifestar", esquivou-se.Enquanto a convenção não vem, secretários de Kassab têm praticado corpo-a-corpo para fortalecer a possível aliança DEM-PSDB. "Eu estou bastante distante disso, mas confio muito neles nessa atividade partidária que é muito importante", afirmou o prefeito. "Democracia se constrói assim, fortalecendo os partidos." E o trabalho partidário interfere nas atividades dos secretários? Ele garante que não. "Os secretários podem fazer na hora do almoço, no café da manhã. É até bastante saudável."O único corpo-a-corpo que Kassab tem feito é com a população, ao cumprir a agenda de prefeito. Ontem, ele passou a manhã vistoriando obras de canalização em São Miguel Paulista, zona leste da capital, e respondeu a demandas locais.Os moradores cobraram respostas quanto à obra - atrasada 30 anos, segundo eles - e disseram esperar uma continuidade que até agora nunca veio. Kassab pediu confiança. "E qualquer coisa me liguem", brincou. Em seguida, o prefeito caminhou pelo canteiro de obras, avaliou o andamento dos trabalhos e cumprimentou trabalhadores.À tarde, no entanto, a agenda era mais formal. Kassab recepcionou o príncipe Naruhito, do Japão, no Aeroporto de Congonhas, como parte das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil. Foi apenas uma rápida troca de cumprimentos.Ao fim do dia, Kassab ainda celebrou o lançamento do livro Cidade Limpa, sobre uma das principais bandeiras de sua campanha.

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