Kassab gasta R$ 4,17 bi por ano com conselheiros

Hoje em R$ 6 mil mensais, a remuneração teve dois aumentos na gestão passada

AE, Agencia Estado

26 de janeiro de 2009 | 09h57

Apesar do aperto no orçamento por conta da crise financeira, o governo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), tem despesa de até R$ 4,17 milhões ao ano com jeton de integrantes dos conselhos de administração das empresas da Prefeitura. Hoje em R$ 6 mil mensais, a remuneração teve dois aumentos na gestão passada: o primeiro foi em 2005, com José Serra (PSDB), de quem Kassab era vice; o último foi há pouco menos de dois anos. O mesmo ocorreu com o total de conselheiros, que hoje chega a 58 - eram 48 no início do governo passado. Os jetons têm sido usados para "turbinar" o salário de secretários - que gira em torno de R$ 5 mil.As informações sobre os integrantes dos conselhos foram levantadas com auxílio de funcionários das empresas municipais. Procurada por mais de uma semana para confirmar os dados, a Prefeitura não o fez. Das seis empresas municipais - Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município (Prodam), São Paulo Transportes (SPTrans) e São Paulo Turismo (SPTuris) -, apenas o conselho da Cohab tem oito pessoas. Os demais têm dez integrantes há pelo menos dois anos. Responsáveis por estabelecer diretrizes das empresas, os conselhos fazem, em média, uma reunião por mês, segundo integrantes. Em muitos casos, os conselheiros são nomeados pelo prefeito. São, em boa parte, integrantes do primeiro ou segundo escalões do governo. Dos 58 nomes apurados pela reportagem, 15 são secretários municipais - ao todo, o governo paulistano conta com 27 secretarias. Destes, oito estão lotados em dois conselhos e, por isso, têm direito a R$ 12 mil por mês em jetons, além do salário. A soma - R$ 17 mil - supera, inclusive, o salário do próprio prefeito: R$ 12,3 mil brutos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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