Kassab fará ofensiva em Estados para engrossar PDB

'Caravana' do prefeito de São Paulo inclui Amazonas e Bahia; nova legenda já sofreu revés depois de líderes do DEM e PSDB entrarem em campo

Marcelo de Moraes e Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

16 de março de 2011 | 23h00

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), organiza uma ofensiva final para angariar novos nomes para o partido que pretende criar e anunciar nos próximos dias. A "caravana" de Kassab, prevista para o fim de semana, passará por Amazonas e Bahia, Estados que têm quadros considerados estratégicos para a ambição política do prefeito.

 

A investida é uma última tentativa de tentar engrossar as fileiras da nova legenda, batizada provisoriamente de PDB (Partido da Democracia Brasileira). Kassab sofreu revés nos últimos dias, após atuação de líderes do DEM e do PSDB, que, para inviabilizar o novo partido, entraram em campo cortejando potenciais quadros. Conforme o Estado revelou em 28 de fevereiro, líderes do DEM pediram ajuda ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao senador Aécio Neves (PSDB) a fim de que evitassem migração para a nova sigla.

 

A ideia, nessa quarta-feira, 16, era fazer um ato político no Amazonas, onde Kassab tem como alvos o governador Omar Aziz (PMN) e o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB). O outro ato político será na Bahia - o prefeito vai levar o vice-governador Otto Alencar (PP) para seu novo partido.

 

Alckmin não tem interesse no fortalecimento do partido de Kassab, que planeja disputar o governo paulista em 2014. Nessa quarta, em almoço com oito parlamentares em Brasília, o governador recebeu relato de como estão as articulações do prefeito.

 

Montanha. Deputados disseram que Kassab fez uma "montanha que vai parir um rato". Segundo balanço feito a Alckmin, de São Paulo Kassab levará três deputados federais, um estadual e 14 prefeitos.

 

Já no contra-ataque, Kassab telefonou nessa quarta para o deputado Eli Corrêa Filho (DEM-SP) a fim de marcar reunião para esta sexta-feira, 18.

 

"Não tomei ainda nenhuma decisão. É difícil porque sou amigo do prefeito, mas também estou no meu primeiro mandato de deputado federal pelo DEM. Tenho pesado todos os prós e contras", afirmou Corrêa.

 

Na operação do lado dos tucanos paulistas, o secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, deve conversar nesta quinta-feira, 17, com o deputado Junji Abe (DEM-SP) para convencê-lo a não acompanhar Kassab. A mesma conversa ele teve na terça-feira com Eli Corrêa.

 

Afif. O comando do DEM ainda trabalha para manter o vice-governador Guilherme Afif Domingos no DEM, apesar de o Palácio dos Bandeirantes dar como praticamente certa a saída dele.

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