Kassab discute ministério em encontro com Dilma

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou ontem que a possibilidade de o PSD ocupar um ministério no governo Dilma Rousseff ainda depende de uma decisão da bancada do partido sobre o apoio à reeleição da presidente em 2014. "Aproximação maior não significa cargos, significa participação de governo. Pode até haver (participação no Ministério), desde que o partido entenda que o caminho é a reeleição da presidente Dilma", disse o prefeito após ser recebido para um jantar pela presidente no Palácio da Alvorada.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

13 de novembro de 2012 | 00h07

O encontro de Dilma com o prefeito faz parte de uma rodada de conversa que a presidente resolveu fazer com os partidos políticos após as eleições municipais de outubro. Na semana passada, Dilma recebeu as lideranças do PT e do PMDB e depois o comando do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Nesta terça-feira, a presidente receberá representantes do PP. Segundo Kassab, a decisão sobre o apoio à reeleição de Dilma só deve acontecer no início de 2013.

Pessoalmente, o prefeito disse apoiar a ideia da presidente concorrer a um segundo mandato. Neste cenário, Kassab disse ser "natural" que o PSD ocupe uma pasta no governo Dilma. Ele disse ainda que o seu "sentimento", neste momento, é de que a maioria do partido concorda com essa ideia. "Eu disse à presidente que tenho uma enorme simpatia pelo projeto de reeleição dela. Mas a vontade pessoal não prevalece no partido. O que prevalece é a vontade da maioria. Vamos começar a discutir esta questão no inicio de 2013 e assim que tivermos uma posição majoritária, vamos evidentemente começar a caminhar para termos uma aproximação maior", disse o prefeito.

Kassab evitou responder se seria natural que ele ocupasse um ministério, depois que deixar a prefeitura. "Um partido para ser respeitado precisa ter conduta", desconversou o prefeito, insistindo que o PSD é uma legenda independente e que os parlamentares votam de acordo com suas posições pessoais. Lembrou, no entanto que, na maior parte das votações ocorridas, houve apoio ao governo.

Sobre a possibilidade de o PSD apoiar a eleição de candidatos peemedebistas para a presidência da Câmara e do Senado, acertada com o PT, Kassab reiterou que o partido é independente, sinalizando que este pode ser um dos focos de problema caso o partido formalize sua entrada na base governista. "A bancada tem autonomia para votar. Ela vai decidir isso depois", avisou. Kassab aproveitou o jantar para discutir, mais uma vez, a situação da dívida da prefeitura, que ronda a casa dos R$ 60 bilhões.

O prefeito voltou a afirmar que o valor é "impagável". Segundo Kassab as conversas estão adiantadas e que está encaminhada não só a questão da redução dos juros como a do aumento da capacidade de endividamento do município. Ele disse ainda que está trabalhando para a transição "ser a melhor possível" e que tem se reunido diariamente com o prefeito eleito Fernando Haddad. Kassab disse que jantou apenas com Dilma e seu chefe de gabinete, Giles Azevedo.

Tudo o que sabemos sobre:
KassabDilma

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.