Kassab defende desprendimento para aliança com PSDB

O prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, defendeu hoje o desprendimento nas negociações para uma aliança com o PSDB visando à sucessão municipal de 2012. Após participar de evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Kassab disse que está confiante em um acordo com os tucanos, mas é preciso que os partidos cheguem à mesa de negociação sem imposições. "Quando se vai para uma aliança com imposições, você já sabe que não terá aliança", afirmou. "O verdadeiro aliado é aquele que vai desprendido para a aliança, sabendo que a partir deste momento será discutido o futuro da aliança, seja na escolha dos candidatos ou na definição do plano de governo."

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

17 de outubro de 2011 | 13h09

De acordo com Kassab, seu partido não fez nenhuma imposição de pré-candidatos para o PSDB. Ele também elogiou os nomes tucanos que disputarão a prévia interna para indicação da legenda, entre eles os secretários estaduais do Meio Ambiente, Bruno Covas; de Cultura, Andrea Matarazzo; e de Energia, José Aníbal; além do deputado federal Ricardo Trípoli. "Eles têm credenciais para se tornarem prefeitos de São Paulo", avaliou.

Conforme Kassab, o PSD está disposto a manter a aliança com o PSDB na capital paulista e dirigentes tucanos também estão entusiasmados com essa possibilidade, incluindo o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Nós vamos encontrar um caminho porque quando se compõe uma aliança desaparece a figura dos partidos. Caso a aliança seja constituída - essa é a minha vontade, e se for a vontade dos dirigentes do PSDB -, nós vamos saber encontrar o melhor caminho para unir todos os partidos."

O prefeito afirmou que este é um momento de união pela sequência do projeto que vem sendo "bem-sucedido" em São Paulo. Desta forma, até o DEM, seu antigo partido, seria bem-vindo à chapa. "Ficaria muito feliz se o DEM viesse conosco numa aliança", disse Kassab.

Mesmo considerando a possibilidade de apoiar um tucano na cabeça de chapa, Kassab defendeu nomes como o de seu secretário de Meio Ambiente, Eduardo Jorge; do vice-governador, Guilherme Afif Domingos; do ex-governador José Serra; e do recém-filiado ao PSD, Henrique Meirelles. "Cito o Meirelles como um excelente quadro, mas ele não veio para ser candidato a prefeito. Caso a aliança entenda (que ele deve ser o candidato), é um nome extraordinário", disse.

Kassab lembrou que a prioridade no partido não é lançar a candidatura do ex-presidente do Banco Central a nenhum cargo. "Ele veio para contribuir na formação do partido, assumindo a responsabilidade de ser formulador das políticas econômicas da sigla", emendou.

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