Kassab alfineta Alckmin no horário eleitoral na TV

O atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), voltou a alfinetar o antigo aliado e hoje adversário na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no programa do horário eleitoral gratuito na televisão. Depois de abrir o programa destacando "a parceria" com seu padrinho político, o governador José Serra (PSDB), que também vem sendo disputado pelos alckmistas, o candidato da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) fez questão de mostrar a tendência de queda do tucano na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no sábado. Com um gráfico mostrando a evolução da pesquisa, o locutor anunciou: "Kassab sobe três (pontos), Geraldo desce oito. E a diferença entre os dois cai pela metade. E mais, Kassab tem a melhor aprovação como prefeito."Já o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (PSDB), mostrou cenas do lançamento do seu programa de governo e disse que campanha não é vale-tudo e é preciso prometer menos e fazer mais. Na linha propositiva, o candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) disse que pretende levar sua campanha "sem ataques aos adversários", mas sempre que possível mostra as deficiências da atual gestão, do ex-aliado Gilberto Kassab. Da mesma maneira que Kassab, o candidato tucano também falou da aliança com o governo estadual de José Serra. E chamou Serra de "coitado" por ele ter assumido uma Prefeitura quebrada, da petista Marta Suplicy. Além da parceria com o governo estadual, Alckmin fez questão de ressaltar também que, se eleito, fará parcerias com o governo federal, porque "Lula é presidente do Brasil e não do PT".A líder nas pesquisas de intenção de voto, Marta Suplicy (PT), foi apresentada novamente como a "mãe dos pobres" e o programa trouxe o bom desempenho dela na mais recente pesquisa Datafolha. "Pesquisa Data Folha: Marta abriu 17 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado. Marta tem mais votos que Alckmin e Kassab juntos", disse o locutor. Também no programa foi feito um retrospecto de sua gestão na capital paulista: "Em 2001 não havia um só paulistano que não sabia que a situação era crítica". E, para rebater as críticas que são feitas a respeito de sua administração na Prefeitura, a candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) disse: "Eu provei, graças a Deus, que era possível fazer muito com pouco dinheiro."O programa do candidato do PP, Paulo Maluf, voltou a mostrar as principais bandeiras, como a construção da FreeWay, e o bordão "ele é o cara". Maluf, porém, ainda não apareceu falando para os eleitores. São mostradas apenas cenas externas de sua campanha. No grupo dos candidatos com menos pontuação nas pesquisas eleitorais, Soninha Francine (PPS) falou de uma questão crítica na cidade, as enchentes. O programa de Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), exibiu apenas o jingle de sua campanha e mostrou cenas do candidato ao lado de personalidades de seu partido, como a ex-senadora Heloísa Helena e um dos fundadores do PT Plínio de Arruda Sampaio, que hoje é do PSOL.Levy Fidélix (PRTB) voltou a assumir a paternidade de muitas obras na Capital, como o anel viário, e a dizer: "prefira o original, o resto é cópia". Renato Reichmann (PMN) falou que as elevadas cifras do orçamento de São Paulo significam um montante de R$ 50 mil por minuto, o que no seu entender é suficiente para atender as necessidades de áreas críticas, como educação e saúde. Ciro Moura, da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), falou da área da habitação, destacando que pretende, caso eleito, incentivar a renegociação de dívidas do setor para investir em moradias populares. Anaí Caproni (PCO) repetiu os programas anteriores.

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